segunda-feira, 13 de abril de 2015

DAR ATENÇÃO NÃO É UMA METÁFORA

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Nos séculos XII e XIII, nas universidades de Paris, Bolonha e Oxford, era hábito organizar debates públicos em que eram apresentadas teses, contra-teses e argumentos usualmente constituídos por citações de Aristóteles, de Santo Agostinho e da Bíblia. O objectivo era, alegadamente, treinar os estudantes a procurar a verdade e a saber demonstrá-la.  Alan Jacobs, académico americano de literatura inglesa e professor na Universidade Baylor, escreveu 79 dessas teses no blog "The Hedgehog Review", de que destacamos em baixo as 9 primeiras:

1. Tudo começa com a atenção.

2. É fundamental perguntar "A que devo dar atenção?"

3. É fundamental perguntar "A que é que posso dar atenção?"

4. É fundamental perguntar "A que é que devo recusar dar atenção?"

5. Dar atenção (em inglês pay attention—pagar atenção) não é uma metáfora: dar atenção a alguma coisa é um exercício económico, uma troca com retorno incerto.

6. A atenção não é um recurso renovável infinitamente, mas é parcialmente renovável se bem investido e gerido.

7. Devemos avaliar os nossos investimentos em atenção tão cuidadosa e criticamente como os investimentos feitos em dinheiro.

8. Francis Bacon dá-nos um modelo sobre a atenção: "Alguns livros são para ser provados, outros para ser engolidos e alguns poucos para serem mastigados e digeridos; isto é, alguns são para ler só partes, outros para serem lidos, mas não cuidadosamente, e alguns para serem lidos integralmente com cuidado e atenção.

9. Uma questão essencial é "Que forma de atenção merece este fenómeno? O de ler ou ver? O de escrever também? Ou o silêncio?"

Seguem-se mais 70 que pode ler aqui. É muito curiosa a lista porque quando um cidadão se disponibiliza a pensar, tem pano para muita manga. 
Experimente.
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