Nos séculos XII e
XIII, nas universidades de Paris, Bolonha e Oxford, era hábito organizar
debates públicos em que eram apresentadas teses, contra-teses e argumentos
usualmente constituídos por citações de Aristóteles, de Santo Agostinho e da Bíblia.
O objectivo era, alegadamente, treinar os estudantes a procurar a verdade e a saber
demonstrá-la. Alan Jacobs, académico
americano de literatura inglesa e professor na Universidade Baylor, escreveu 79
dessas teses no blog "The Hedgehog Review", de que destacamos em baixo
as 9 primeiras:
1. Tudo começa com a
atenção.
2. É fundamental perguntar
"A que devo dar atenção?"
3. É fundamental
perguntar "A que é que posso dar atenção?"
5. Dar atenção (em inglês
pay attention—pagar atenção) não é uma metáfora: dar atenção a alguma coisa é
um exercício económico, uma troca com retorno incerto.
6. A atenção não é um
recurso renovável infinitamente, mas é parcialmente renovável se bem investido
e gerido.
7. Devemos avaliar os
nossos investimentos em atenção tão cuidadosa e criticamente como os
investimentos feitos em dinheiro.
8. Francis Bacon
dá-nos um modelo sobre a atenção: "Alguns livros são para ser provados,
outros para ser engolidos e alguns poucos para serem mastigados e digeridos;
isto é, alguns são para ler só partes, outros para serem lidos, mas não cuidadosamente,
e alguns para serem lidos integralmente com cuidado e atenção.
9. Uma questão essencial
é "Que forma de atenção merece este fenómeno? O de ler ou ver? O de
escrever também? Ou o silêncio?"
Seguem-se mais 70 que pode ler aqui. É muito curiosa a lista porque quando um cidadão se disponibiliza
a pensar, tem pano para muita manga.
Experimente.
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