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Um, ou uma, preopinante não identificado/a escreveu ontem no "Público" o seguinte naco de prosa:
[...] O ex-reitor da Universidade de Lisboa, com um currículo académico impressionante, professor prestigiado e figura pública de mérito, passou quase a ser tratado como meliante a partir do momento em que o seu nome surgiu na ribalta como possível candidato a Belém. A má criação e a tentativa de assassinato de carácter a que tem sido sujeito a propósito da sua alegada responsabilidade no chumbo de Saldanha Sanches na prova de agregação, na Universidade de Lisboa, revelam até que ponto desceu o nível da política caseira. É verdade que ser um académico brilhante não significa ser um bom candidato presidencial e muito menos ser o Presidente de que o país precisa. Nem abona a favor de Sampaio da Nóvoa o facto de ser praticamente desconhecido fora dos meios universitários, de não se saber quase nada do que pensa sobre o que é essencial ou de não ter qualquer experiência política. Sobretudo quando os tempos que aí vêm não se adivinham adequados a experimentalismos. [...]
Em primeiro lugar, digo ao autor/a do citado que não tenho—bem como a maioria dos seus críticos—nenhum partis pris contra o senhor Nóvoa. O que nos faz escarnecer é o seu estilo, feito de tiradas gongóricas, e não a má-criação. Tanto quanto tenho ouvido e lido, não é tratado por ninguém como meliante; apenas como ridículo, grande handicap para um pretendente a Belém. Parafraseando, o senhor fala fala fala mas não diz nada, o que é reconhecido pelo/a articulista, quando escreve—depois de tanto discurso inspirado de Nóvoa—"não se saber quase nada do que pensa sobre o que é essencial". É mesmo disso que nos queixamos. "Sobretudo quando os tempos que aí vêm não se adivinham adequados a experimentalismos". Tal e qual.
"Não quero ver a minha Pátria à beira de um rio triste."
António Sampaio da Nóvoa
"Não quero ver a minha Pátria à beira de um rio triste."
António Sampaio da Nóvoa
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