Sabia que há planetas
vadios, independentes, mais ou menos anarquistas, a flutuar no espaço celeste interestelar?
Uns são gasosos, iguais a Júpiter e Saturno, outros são sólidos, como a Terra.
Chamam-lhes planetas vadios porque não orbitam estrelas, nem querem saber delas.
Vivem na escuridão total e, só na Via Láctea, serão milhares de milhões.
Não têm Sol, já viram?
E vida, têm? Nem sabemos
se há vida nos que vemos, quanto mais nos que não vemos! Mas, do ponto de vista
teórico, é possível. Naturalmente, não podem ter a temperatura do espaço, que é
ridiculamente baixa, pouco superior ao zero absoluto ( -273,15°da escala Celsius).
Contudo, do mecanismo de formação dos planetas ficam núcleos muito quentes—acontece
na Terra—que vão libertando calor para a superfície, fazendo-o durante milhões
de anos. Se a isso se juntar uma espessa atmosfera de hidrogénio para servir de
cobertor, pode haver condições térmicas para a vida. Claro que não são humanóides
verdes, com um olho na testa e orelhas em bico. Serão, por exemplo, bactérias e outras
formas do mesmo tipo, capazes de se reproduzirem.
Talvez um dia o homem chegue a algum deles. Por enquanto
ainda só foi à Lua e foi um pau. Quiçá, em 2023, chegue a Marte. Depois, logo
se vê se é capaz de ocupar um planeta vadio. Mas só grandes vadios terráqueos
se meterão numa trapalhada dessas.
Leia aqui um interessante artigo sobre isto, os rogue planets.
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