domingo, 30 de maio de 2010

O FADO

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Segundo o Banco de Portugal, é condição necessária que os portugueses empobreçam, atravessem o deserto do desemprego, suportem spreads mais elevados nos empréstimo e paguem a redução do défice público para saírem desta crise mais fortes e confiantes; e é bastante provável que tudo isto venha a acontecer, se exceptuarmos a última parte. Mas só assim se atingirá, diz, aquilo a que chama "crescimento sustentável", uma situação em que os bancos vão poder, finalmente, voltar a vender crédito mais barato e de forma regular à economia. Se as famílias não fizerem sacrifícios - se não "mudarem de vida", como disseram vários banqueiros, recentemente - nada feito. O mesmo se aplica às empresas, também elas a braços com uma dívida recorde, com falta de encomendas e com uma situação algo incerta em muitos dos principais parceiros estrangeiros.
Esta é a letra de um fado bem conhecido dos portugueses, e um grande 31; mas não é o “Fado do 31”. É o “Fado dos 350.000.000.000”.
Soube explicar-me?

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