segunda-feira, 30 de julho de 2012

NÃO HAVERÁ MELHORES AUTOMÓVEIS, MAS . . .

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A imagem de cima foi gerada num computador e explica como funciona o Large Hadron Collider (LHC) do CERN, em Genebra. Partículas do núcleo dos átomos — protões — são aceleradas até velocidade próxima da luz em sentidos opostos. Quando os investigadores entendem, em locais especiais do circuito equipados com múltiplos censores, como o da imagem, os protões colidem frontalmente e fragmentam-se, sendo feitos registos do que resulta das colisões, uma multidão de "cacos".
Num segundo podem ser registados dados para encher 1.000 discos de um terabyte (999.501.334.220.456 bytes) de capacidade, informação maior do que a de todas as bibliotecas do mundo juntas — um terabyte pode corresponder aproximadamente à memória conjunta de 250 computadores médios.
O trabalho ciclópico vem depois e consiste em filtrar a informação e analisar os resultados: separar o que já é conhecido do que é novo. Assim se identificou o bosão não observado até agora, com características que podem corresponder ao que Higgs imaginou teoricamente.
Como diz Lawrence Krauss, da Universidade do Arizona, a descoberta da "partícula de Deus" não vai resultar em melhores torradeiras, nem em carros mais rápidos. Mas é gratificante para o homem constatar a capacidade da mente para perceber os segredos da natureza. Muito mais do que ganhar 100 ou 1.000 medalhas de ouro em Londres, digo eu.
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