quarta-feira, 28 de novembro de 2012

AOS QUE ATIRAM PEDRAS

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A respeito de declarações feitas pelo senhor Selassié sobre Portugal e suas finanças e economia, o inestimável homem dos círculos concêntricos, que também responde pelo nome de Baptista Bastos (BB), diz hoje no "Diário de Notícias": "Somos tratados com displicente condescendência. Afinal, numa interpretação lisa e, acaso, aceitável, somos os pedintes e eles os curadores dessa nossa triste condição."
Afinal, digo eu, BB começa a ver o problema do ângulo certo porque compreende finalmente as coisas como elas são, só com a reserva de que diz sermos os pedintes e eles os curadores, numa interpretação acaso aceitável. O núcleo da matéria está exactamente aí—não é acaso aceitável, mas aceitável tout court.
Portugal está de cócoras com a política irrealista conduzida maioritariamente por socialistas. A desgraça começou com os comunistas, imediatamente depois da "revolução dos cravos", com o PREC, e entrou em estado pré-comatoso primeiro, com os socialistas, e a seguir em coma agónico com essa nulidade feita primeiro-ministro chamada Zezito. São todos responsáveis, mais o inquilino de Belém e outras individualidades—uma cadeia de lástimas deplorável e fatal.
Agora, todos atacam o Governo que, embora mereça críticas, não foi o responsável pela aflição actual. Está a tentar remediar—com pouca inspiração, é verdade—as asneiras alheias. Quem estiver inocente, atire a primeira pedra. O aviso é também para BB, um dos pioneiros da desgraça que devia estar calado.
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