domingo, 18 de novembro de 2012

O ARTISTA INFELIZMENTE FALHADO

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[...]  O meu talento para o desenho era óbvio e uma das razões porque o meu pai me havia mandado para a Realschule, mas sem nunca pensar que seria para seguir tal carreira. Pelo contrário. Quando, depois de mais uma vez rejeitar a ideia favorita dele [ser funcionário público] e perguntar-me o que queria ser afinal, lhe disse inesperadamente o que queria, ficou sem palavras.
Um pintor? Um artista?
Duvidava da minha sanidade mental, não acreditava no que ouvia, ou julgava que não tinha entendido.  Mas depois de esclarecido e perceber a sinceridade das minhas palavras, opôs-se resolutamente.  A sua posição era a de que, qualquer que fosse o meu talento, a escolha estava fora de questão. [...]

Assim escreveu Adolfo Hitler no livro "Mein  Kampf". O aspirante a artista viria chumbar duas vezes no exame de admissão à Academia de Belas Artes de Viena e a revelar-se um pintor de medíocre qualidade que pintava sobretudo casas com pouca inspiração. Foi pena. Tinha sido muito melhor para todos se tivesse enorme êxito na arte e não se dedicasse a jericadas.
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