sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PCP? NÃO, MUITO OBRIGADO

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"O país não está condenado ao ciclo vicioso do rotativismo e da alternância sem alternativa e não se limita nem se esgota no actual quadro político e partidário e muito menos se confina aos partidos da troika, subscritores do Pacto de Agressão", disse Jerónimo hoje mesmo. E disse mais: "que o reforço da influência do partido contribui decisivamente para a construção de uma alternativa política".  
Já sabemos qual é o ciclo vicioso do rotativismo e da alternância de que Jerónimo fala. É muito mau, sim senhor, já todos percebemos. Mas, infelizmente, esgota as hipótese de escolha dos eleitores, caro Jerónimo. A alternativa política de que fala, com reforço da influência do partido comunista, já provámos e não gostámos, logo a seguir ao 25 barra 4. As "mais amplas liberdades" do Dr. Cunhal não estão esquecidas. É difícil para quem as viveu. Não se apagam do dia para a noite os saneamentos políticos, as ocupações selvagens da propriedade alheia, o silenciamento de quem não concorda—especialidade do camarada Saramago—a intolerância, a demagogia, o facciosismo patológico e por aí fora.
Pode o PCP vestir agora a pele de cordeiro que não engana ninguém. Sei que quem assim pensa é anticomunista primário; mas é mesmo assim que penso, veja lá!
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