segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A CRIATIVIDADE DA LOUCURA

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A doença mental já conheceu piores dias em termos sociais—é cada vez mais encarada como parte da condição humana; mesmo positiva, acham alguns artistas modernos.
Toda a criatividade será uma viagem irracional que permite ver coisas fora de nós, coisas novas que escapam a mentes espartilhadas pela "normalidade". 
Platão achava a loucura um dom divino, alimento do êxtase poético. E a história mostra-nos exemplos de loucura e génio artístico de braço dado em todo o mundo. Desde van Gogh, ele próprio doente, provavelmente de porfíria aguda intermitente, agravada por hectolitros de absinto, até artistas como Vittore Carpaccio, Albrecht Durer, Gustave Courbet e muitos outros que tomaram as psicoses e os tratamentos da época como tema para suas obras; a arte e a doença mental são companheiras de longa data.Os artistas não têm necessidade de ser malucos e nem sempre são, diga-se, mas—mostra a experiência—a loucura ajuda. Quando se sentir muito inspirado, é melhor consultar um psiquiatra.
Na imagem em cima vê-se o autorretrato de van Gogh com o penso no local da orelha que ele próprio cortou num acesso de insanidade, dando origem ao folclore mundial da "van Gogh's ear" que serve para tudo, desde marca de bebida até nome de restaurante ou discoteca; e depois, à direita e em baixo, quadros de Theodore Gericault e Gustave Courbet sobre loucos, sendo que o segundo, intitulado "Homem Desesparado" é ele próprio, Gustave.
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