terça-feira, 10 de março de 2015

ETHOS

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"Pessoas inteligentes em Bruxelas, em Frankfurt e em Berlim sabiam bem, em Maio de 2010, que a Grécia nunca iria pagar as suas dívidas. Mas agiram como se a Grécia não estivesse falida, como se tivesse apenas uma insuficiência de liquidez. Em Maio de 2010, deu-se ao país mais falido da História o maior empréstimo da História, como fariam banqueiros corruptos de terceira categoria. Foi um crime contra a Humanidade."
As palavras são de Varoufakis, Ministro das Finanças da Grécia, homem de cabeça perdida, como se vê.
Por sua vez, o Ministro da Defesa, Panos Kammenos, diz que todos os dias há novos imigrantes ilegais a chegar ao país e que cerca de 10 mil estão, neste momento, detidos em centros de acolhimento e detenção espalhados pela Grécia. Estas pessoas, entre as quais o líder dos Gregos Independentes diz haver membros da jihad islâmica, podem fazer de Berlim a sua casa dentro de poucas semanas caso a Europa não ceda nas negociações com Atenas, pois a Grécia admite dar-lhes os documentos de que necessitam para viajar livremente pelo Espaço Schengen.
Aí estão os indicadores para a previsão dos acontecimentos na Europa. Primeiro, regista-se o facto dos gregos receberem os empréstimos antes de condenarem os que lhos concederamporque os concederamabrindo caminho para o incumprimento. Depois, constata-se a chantagem da ameaça terrorista, não por intermédia pessoa, mas por intermédia canalha.
No Anno Domini 2015, o Ethos conhece maus momentos na Helénica República.

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