Nos países ditos do primeiro mundo, as crises do Estado decorrem de situações escandalosas do poder político, seja uma operação de violação da privacidade da oposição, como no Watergate, seja o escândalo sexual, o nepotismo desenfreado, o roubo do erário público como deve ser um roubo do erário público, a asneirada ruinosa para a administração e coisas assim.
Em Portugal é bastante mais simples. Temos um
Primeiro-Ministro relaxado contumaz no pagamento de impostos ao nível de pilha-galinhas
e um candidato a Primeiro-Ministro, inquilino num duplex amansardado de
legalidade duvidosa e renda inexplicavelmente bonificada—além de, há uns anos, ter
esquecido o pagamento dumas taxinhas quando era Ministro da Justiça. Pois aí
está o que chega para alimentar a crise política na Lusitânia.
Tempos houve em que Portugal não era um País pequeno—vi-o
diariamente na parede das salas de aula. Hoje, tornou-se num País pequeno de
facto, não por perder territórios, mas por perder a noção do ridículo. Somos
governados por ex-jotinhas, um dos quais se encontra na cela 44—de
gargalhada!
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