Para o efeito, Fakis incumbirá "estudantes, donas de casa e
turistas munidos de equipamentos áudio e vídeo, para identificar possíveis
infractores". A notíca é omissa sobre quem fiscalizará os estudantes, as donas
de casa e os turistas, mas é de prever que esse aspecto será acautelado. E os
fiscais dos fiscais serão, com certeza, também eles fiscalizados, coisa que no conjunto
contribuirá para o pleno emprego na Helénica República.
No momento, não se conhece a posição do partido indígena
gémeo do Syriza sobre o modus faciendi
grego mas, muito provavelmente, será de aclamação. Isto sem prejuízo de que uma
medida assim tomada em Portugal configuraria procedimento "fassista",
reaccionário, pidesco e salazarento. Mas, desde Albert Einstein, se sabe que
nesta vida tudo é relativo—o tempo, a distância, a velocidade, o facciosismo,
os procedimentos políticos e a estupidez. Dessa forma, ficamos tranquilos
e na Paz de Jah.
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