O epistoleiro do costume enviou nova carta de Évora, da cela 44. Nela acusa Pedro Passos Coelho de estar "próximo da miséria moral", ao criticar o discurso deste no encerramento das jornadas parlamentares do PSD.
Passos Coelho disse que ninguém
o pode acusar de, como Primeiro-Ministro, ter usado o lugar para enriquecer,
prestar favores ou viver fora das suas possibilidades. A carapuça serve a quem a enfiar e, até agora, nenhum chefe
dos vários governos anteriores acusou o toque, além do Zezito. Porque será?
O mais grave é que o 44 fala assim e acredita
no que diz. Como há tempos referi, trata-se de personalidade que não distingue
entre falar verdade e confabular. José António Saraiva contou no jornal que
dirige um caso ilustrativo do facto, que transcrevi, e há testemunhos de quem
conviveu com ele na juventude de que sempre foi assim.
O homem em apreço não mente porque mentir implica ter
consciência do fenómeno e ele não tem. Quando abre a boca e eructa uma qualquer
afirmação, isso corresponde à "verdade" contida no seu encéfalo. E se
não era verdade antes, passa a ser depois. É um fulano perigoso porque, além de
tudo, é ambicioso e um aventureiro.
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