quinta-feira, 5 de março de 2015

O EPISTOLEIRO DO COSTUME

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O epistoleiro do costume enviou nova carta de Évora, da cela 44. Nela acusa Pedro Passos Coelho de estar "próximo da miséria moral", ao criticar o discurso deste no encerramento das jornadas parlamentares do PSD.
Passos Coelho disse que ninguém o pode acusar de, como Primeiro-Ministro, ter usado o lugar para enriquecer, prestar favores ou viver fora das suas possibilidades. A carapuça serve a quem a enfiar e, até agora, nenhum chefe dos vários governos anteriores acusou o toque, além do Zezito. Porque será?
O mais grave é que o 44 fala assim e acredita no que diz. Como há tempos referi, trata-se de personalidade que não distingue entre falar verdade e confabular. José António Saraiva contou no jornal que dirige um caso ilustrativo do facto, que transcrevi, e há testemunhos de quem conviveu com ele na juventude de que sempre foi assim.
O homem em apreço não mente porque mentir implica ter consciência do fenómeno e ele não tem. Quando abre a boca e eructa uma qualquer afirmação, isso corresponde à "verdade" contida no seu encéfalo. E se não era verdade antes, passa a ser depois. É um fulano perigoso porque, além de tudo, é ambicioso e um aventureiro.
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