domingo, 29 de dezembro de 2013

TAL E QUAL

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[...] A saída dos becos sem saída não se encontra com palavreado e expedientes. Sucede que a esquerda detesta ouvir esta verdade simples: Portugal gasta mais do que produz (6% por ano). E que a direita persiste em não compreender que, fora o que tirou aos portugueses, não foi até agora capaz de fazer uma única reforma consequente e séria. Anónima e modestamente, o país partilha a dor destes dois patéticos rebanhos.
Melhor ainda: não leva a mal os salvadores da imprensa, da televisão e da Internet. Mas preferia, durante umas semanas, que ninguém por uma vez falasse, até para evitar que os comentadores comentassem com um rigor conventual os lugares-comuns de que as notabilidades regularmente se aliviam. Seria simpático deixar respirar a língua portuguesa.

Vasco Pulido Valente in "Público"
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