sábado, 26 de abril de 2014

DOS FLINTSTONES À GUERRA NO ESPAÇO CELESTE

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Fritz Haber, que com um nome assim só podia ser alemão, era também director do Instituto de Física e Química Kaiser Wilhelm, em Berlim, no ano de 1915. No dia 2 de Abril desse Anno Domini, Fritz atravessou—ele próprio!—uma nuvem amarela-esverdeada de gás cloro lançada num campo militar, tossiu convulsivamente, sufocou, caiu para o lado pálido como um cadáver, foi levado em maca para local mais saudável, sobreviveu, recuperou o rosado das bochechas teutónicas e foi promovido a capitão.
Uma experiência, um sucesso. Três semanas depois, 150 toneladas do gás de Haber foram largadas na frente Ocidental, na cidade belga de Ypres. Os militares franceses julgaram tratar-se duma manobra de diversão para outra operação militar, até começarem a tossir convulsivamente, a sufocar e a cair para o lado pálidos como cadáveres. Só perceberam 
que não era manobra de diversão os que escaparam porque os que morreram não perceberam—1.200 finaram-se e 3.000 escaparam com sequelas graves. Desta vez, Haber não saiu de padiola porque teve a feliz lembrança de assistir ao fenómeno a prudente distância.
Estava iniciado o uso de armas de destruição maciça na guerra. Depois vieram os canhões capazes de "despachar"  granadas para 120 km de distância, o lança-chamas que refrescava o inimigo a 35 metros, os tanques, os rádio-telefones, incluindo  os "portáteis" que pesavam 50 quilogramas(!) e, finalmente, os aviões "teco-teco" que largavam bombas sobre o inimigo, até o piloto francês Roland Garros instalar uma metralhadora no seu monoplano "Morane-Saulnier"—uma máquina de guerra infernal!
Retalhos da história bélica que começou com paus e pedras e já vai na fase de mísseis e satélites artificiais. Que mais irá nos acontecer?
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