quinta-feira, 21 de maio de 2015

FILOSOFIA DO FRACASSO

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Li num comentário do jornal "Observador" que se Costa fosse eleito—"vamos a supor"—muito do que agora promete ficaria na gaveta. É uma esperança tranquilizadora a opinião do leitor.
Ambrose Evans-Pritchard escrevia há dois dias no "Daily-Telegraph": "Enquanto o Partido Socialista insiste em ser diferente do movimento radical Syriza da Grécia, há extraordinária semelhança nas suas propostas e linguagem pré-eleitoral". Chegado aqui, chamo a atenção para o êxito que tem sido a performance do Syriza.
Há quem ache que a actual conversa do Largo do Rato é de encher chouriços e fique descansado. Eu não fico porque aquilo não são faroladas. A conversa de agora e os actos que virão depois são sintomas de tara congénita. Está tudo escrito no genoma e manifesta-se na governação do País quando podem governar, infelizmente muitas vezes, e no governo do próprio partido, endividado até aos colarinhos, com sedes empenhadas.
Socialista vive a crédito e só deixa governo quando os credores fecham a torneira. Como o escorpião que picou e matou a rã que o transportava, morrendo afogado, a prática política ruinosa, faz parte da natureza socialista. E a natureza tem muita força. Cuidado!
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