terça-feira, 26 de maio de 2015

QUEM NASCE TORTO . . .

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O Dr. Soares escreve hoje no DN mais uma das sua crónicas incontornáveis, para usar um adjectivo pífio, em consonância com as referidas peças. Não vou revelar aos leitores todo o conteúdo do laudo para não os privar do prazer de se divertirem com o ridículo daquela trampa. Só um nadinha, então.
A páginas tantas, escreve Mário: "O jornalista Gustavo Sampaio publicou no ano passado um livro que tem por título Os Facilitadores. Este livro, escrito com grande isenção e rigor, refere factos que nenhuma das personalidades nele invocadas ousou desmentir. O autor aborda a influência que algumas personalidades têm na intermediação de negócios dinamizados pelo Estado, obtendo vantagens económicas. O mal não está, naturalmente, na atividade em si, que faz parte do comércio, mas no facto de algumas dessas personalidades não deixarem de ser políticos, sucedendo mesmo que alguns meios de comunicação social as contratam como analistas da própria atividade política, pagando-lhes!..." (A ortografia de acordo com o aborto ortográfico é da irresponsabilidade do Dr. Soares).
O Dr. Soares está a precisar—não digo de se calar porque isso não pode, visto sofrer de asininorreia incontinente—mas de tomar talvez chá de alecrim com ginkgo biloba para espevitar a memória.
Mesmo anteontem, transcrevia eu aqui as afirmações de Marinho e Pinto sobre o seu amigo do peito Almeida Santos, correligionário da "ética republicana", em que se lê, entre outras coisas o seguinte: [...] o dr. Almeida Santos é advogado e foi um dos advogados que mais negócios fizeram neste país à custa do que é público. Não estou a dizer isto em off, é em on: o dr. Almeida Santos é um advogado de negócios e é uma das pessoas que mais negócios fizeram em Portugal na sua condição de líder político e de advogado, mesmo que tenha tido em alguns momentos a sua inscrição na Ordem suspensa. É vergonhoso esse acto que ele praticou contra a essência da democracia, porque permite que a Assembleia se tenha transformado numa plataforma onde circulam interesses absolutamente opacos, muitas vezes ilegítimos, tráficos de influências.[...]
Que eu saiba, tal como as "personalidades invocadas no livro de Gustavo Sampaio", também o Dr. Almeida Santos não ousou desmentir Marinho e Pinto.
Quem tem telhados de vidro, não atira pedras ao do vizinho. E não estou a falar só de Almeida Santos que, como notório cágado lusitano, ouviu Marinho e Pinto mas "esqueceu-se" de o desmentir. Falo também do Dr. Soares, ele mesmo, que nunca fez nada de útil na vida—além da pratica da arte de cavalgar a política em toda a sela, com alguns episódios mal esclarecidos em Macau—sem que isso lhe tenha afectado muito a qualidade de vida e a reputação
Se o Dr. Soares tivesse um nanograma de vergonha, guardava de Conrado o prudente silêncio. Mas não pode—tem a falta de senso comum inscrita nuns tantos codões do ADN. O mal é de nascença e quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita—neste caso a alternativa é nunca.
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"Coro dos Marretas do Rato" 
(ética republicana bem "agasalhada")
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