domingo, 25 de abril de 2010

FIM DE FESTA

O ministro alemão dos negócios estrangeiros resumiu a situação com a Grécia: "Não lhe vamos passar um cheque em branco". O ministro das finanças foi um nadinha menos sintético: "O facto de, nem a EU, nem o governo alemão, terem tomado decisões sobre a ajuda, significa que a resposta pode ser positiva ou negativa – tudo depende da política da Grécia nos anos que vêm".
A ministra das finanças francesa também lançou avisos: "Vamos estabilizar a Zona Euro, mas isso não exclui firmeza e atenção aos resultados da política grega. Não libertaremos a totalidade da ajuda imediatamente. Fá-lo-emos à medida das necessidades e, ao menor sinal de incumprimento, accionaremos de imediato o travão".



A festa grega chegou ao fim. Pelo menos aquele tipo de festa. Agora a festa é outra - a que vemos em cima, em escaramuças entre funcionários públicos e a polícia. É um aviso para Portugal. O melhor seria começar já a arrumar o palanque festivo e as nossas cabeças. Lê-se hoje no Jornal de Negócios:
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Quando António Guterres chegou ao Governo o peso da nossa dívida pouco passava dos 10% do PIB. Agora anda nos 120%. 15 anos de estímulo do consumo, de projectos megalómanos do Estado, de negócios de interesse duvidoso para os contribuintes, ajudaram a chegar onde estamos.
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Com mais um aeroporto, um TGV, algumas auto-estradas e outras minudências “gregas”, chegaremos muito mais longe. Para a frente é que é o caminho...
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