quinta-feira, 18 de junho de 2015

PARIR ABAIXO DE ZERO

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Teixeira dos Santos agora manda bitaites. À Renascença diz recear as consequências para o país de uma hipotética saída da Grécia da zona euro—"Este pode ser o início do fim da área do euro", diz com ar doutoral. E que, se a Grécia cair, quem fica na linha de fogo dos mercados é Portugal. E que o Estado, apesar de ter amealhado uma almofada de 17,3 mil milhões de euros, não está imune à pressão dos mercados e não será suficiente para 
suster um braço de ferro prolongado com os investidores na dívida pública, rebabá.
Para quem tem memória curtaquase todos os portuguesesrecordo que Teixeira dos Santos foi aquele senhor Ministro de Estado e das Finanças do Governo do Zezito, cúmplice em todas as borradas conducentes à desgraça final do terceiro pedido de resgate feito por socialistas, no caso vertente feito por ele próprio à revelia do Primeiro-Ministro, mas ao lado de quem foi obrigado a figurar—com enorme tromba—enquanto a nulidade de quem aceitou ser Ministro de Estado dizia à Mátria que ela, Mátria, estava falida e entregue à voragem dos especuladores internacionais, em cuja boca ele—Teixeira dos Santos—deixou a supracitada nulidade metê-la.
Vivemos no País abençoado das armas e dos barões assinalados, onde uma personalidade deste quilate não se cala (nem o calam!), fenómeno planetário  ímpar. Uma abantesma assim, depois do papelão que fez no jardim lusitano, nem no Burkina Faso abria mais a boca fora das instalações sanitárias da sua casa. Mas não! Fala no éter e dá palpites. E, pior que tudo, há quem lhe dê ouvidos. Uma geração que consente deixar-se governar por um Ministro de Estado destes é um coio de indigentes, de indignos e de cegos, uma resma de charlatães e de vendidos que só pode parir abaixo de zero. PIM.
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