domingo, 21 de junho de 2015

UMA FÍFIA CHAMADA UE

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A crónica de Paulo Baldaia no "Diário de Notícias" de hoje termina assim: "A Europa de um por todos e todos por um pode estar a transformar-se na Europa de cada um por si". Baldaia é um jornalista que tenho na conta de isento, sensato e bom observador, mas hoje desiludiu-me. Pelo citado, Baldaia acreditava na Europa de um por todos e todos por um, mito que só cabe na cabeça de insensatos do jaez do Dr. Soares e equiparados.
No passado dia 10, a propósito do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, citei Jared Boyles quando escrevia coisas como  "O nacionalismo é um ideal  divisionista"; "Todas as ciências que estudam a interacção humana conhecem o que se chama viés grupal"; "O patriotismo Inicia guerras e anula os visionários"; rebabá.
A União Europeia é um projecto que, para eficaz concretização, exige a minimização do nacionalismo a dimensões que levam séculos a atingir. Na actual conjuntura política e social, tal projecto é um mito—como se comprova pela autópsia.
É totalmente claro que ninguém se candidata a membro da  comunidade europeia a pensar em ajudar seja quem for. Do mais rico e poderoso, ao mais pelintra e fraco, todos vão tratar da vidinha em primeiro lugar, ver o que podem lucrar com a qualidade de sócios daquele clube. O resto é retórica de encher chouriços.
Nem a Grécia e Portugal aderiram à UE para ajudar fosse quem fosse, nem a Alemanha, a França, a Holanda e os outros países ricos. Foram todos com a secreta esperança de sacar. Por força das circunstâncias, como era de prever e ironicamente, até agora foram os ricos a sacar e os pobres a serem sacados.
A única nação consciente de que a UE é uma fífia é o Reino Unido, desde o principio com um pé dentro e outro fora e, não tardará muito, com os dois outra vez fora. Inglês não é burro, embora pareça.
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