segunda-feira, 29 de junho de 2015

VIVO LOGO EVOLUO

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Imagine um passageiro do Metro a entrar na estação e correr para o comboio em vias de partir. Quando está quase a conseguir embarcar, as portas fecham-se e ele fica em terra à espera da próxima composição. Numa fracção de segundo, no máximo um segundo, o que podia ser uma realidade, passou a ser outra. Na primeira, iria encontrar um grupo de passageiros com características assim e assado, chegaria mais cedo ao destino, eventualmente teria tempo para tomar um café antes de fazer o que queria e por aí fora. Na segunda encontra diferentes passageiros, eventualmente um deles dá-lhe um encontrão, desembarca mais tarde no destino e, ao sair da estação é atropelado por um táxi e morre logo ali. É assim a vida dir-se-á. Exactamente! Por isso é que falo nisto.
A vida surgiu na Terra há 3,8 mil milhões de anos—não se percebe porque carga de água—e o homem só há 200 mil anos. Isto é, a Terra viveu muito bem sem nós milhares de milhões de anos e, provavelmente, até se dava melhor assim! A pergunta é como aconteceu o nosso aparecimento? Foi uma situação em que a vida inteligente conseguiu apanhar o comboio mesmo à justa, por acaso e um triz, ou a coisa era inevitável, mais tarde ou mais cedo? O comboio esperava por nós, mesmo que chegássemos atrasados?
Somos resultado da evolução natural e ela não tem objectivo, diz quem sabe—é aleatória. Mas a verdade é que a vida inteligente apareceu e é bem possível que, se não tivesse apanhado aquele comboio, apanhava outro e não lhe acontecia como o passageiro que morreu atropelado. Não tem explicação, mas a vida não pára de evoluir no sentido do progresso, e a inteligência é isso mesmo. É difícil apercebermo-nos da evolução nos seres mais complexos, mas em bactérias e outros procariotas conseguem-se ver, em pouco tempo, alterações de adaptação ao meio extraordinárias.
A vida tem uma dinâmica evolutiva inesperada. Faz parte da sua natureza evoluir sempre para melhor, sabe-se lá porquê. Provavelmente, nunca teremos resposta científica para este mistério; apenas filosófica, ou teológica. No actual estado da evolução, o homem não pode saber tudo. É pena. Mas dá que pensar!

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