quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CUIDADO COM A CABEÇA!

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No dia 30 de Junho de 1908, um asteróide explodiu a 10 km de altitude sobre a floresta em Tunguska, na Sibéria, arrasando árvores na área de 1.600 km2. Se tivesse chegado 4 horas e 47 minutos depois, teria atingido S. Petersburgo. A ocorrer uma coisa assim em Nova Iorque, causaria 3,2 milhões de mortos e 3,76 milhões de feridos. 
Nos Estados Unidos, alguns carros têm sido atingidos por pequenos meteoritos; na Venezuela, uma vaca foi abatida por um corpo vindo do espaço; e, recentemente, uma casa em Paris foi atingida por um corpo do tamanho de um ovo mas não houve vítimas porque não estava ninguém na casa.
O número de acidentes deste tipo é relativamente escasso. Surpreendentemente, o "National Research Council" dos Estados Unidos estima haver 91 mortes por ano causadas pelo impacto de asteróides. Então, em que ficamos? Ficamos na história do frango e da estatística. Tu comes um frango e eu não como nenhum e, estatisticamente, cada um de nós comeu meio frango. O número 91 é o meio frango da anedota, ou seja, é a estatística de muitos anos em que em alguns há uma grande catástrofe e muitas mortes pelo impacto de asteróides, e em outros não acontece nada.
Assim, em termos práticos, a hipótese de ser morto por um asteróide é a mesma de morrer numa viagem de 5 km de carro; e muito inferior à de morrer num passeio de moto de 90 km.
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