terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

QUEIMAMOS OS ÚLTIMOS CARTUCHOS?

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Voltando à conversa dos predadores humanos, complete-se a informação sobre os Estados Unidos. Naquele País, de todos os animais que morreram de causa conhecida, 52% sucumbiram às mãos do homem.
Relativamente aos animais de médio e grande porte, 30% foram abatidos por caçadores legalizados e 5% morreram vítimas de caçadores ilegais. Os carnívoros e omnívoros são mais mortos pelo homem que os herbívoros, assim como as espécies grandes, sendo as pequenas abatidas sobretudo por outros predadores.
Quanto a outras causas de morte dos mamíferos, a predação por outros animais representa 35%, a doença mata apenas 4%, a fome 3% e o conjunto de outras causas 6%.
Matando o homem tantos exemplares de mamíferos, pela caça legal e furtiva, pelo abate e por atropelamento, cabe perguntar se tal não influencia e distorce a selecção natural. Estamos a seleccionar artificialmente gerações e a alterar o que seria um processo natural diferente. Por exemplo, há peixes em áreas de pesca intensiva que vão perdendo peso e dimensão porque são mais difíceis de caçar e menos atractivos para os pescadores, embora percam características importantes contra outros predadores. É tempo de reflectir sobre o impacto da nossa acção – é que não está previsto que a espécie humana vá acabar já amanhã e possa andar a queimar alegremente os últimos cartuchos!

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