sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

"DEEP TIME" AND THE FAR FUTURE

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O nosso Sol tem 4,5 mil milhões de anos e uma perspectiva de vida à frente de 6 mil milhões mais – ainda nem chegou à meia idade! Na Terra, a biosfera tem evoluído sempre, desde que começou a formar-se, há 4 mil milhões de anos. O homem é, ou considera-se, o ser mais diferenciado do planeta. Tão diferenciado que estima representar o cume da evolução. Independentemente das convicções religiosas, julgamos que a natureza chegou aqui e parou. Possivelmente porque consideramos não ser possível haver melhor!
Como se infiltrou esta ideia na nossa cabeça? Os seres vivos, homem incluído, evoluíram sempre durante 4 mil milhões de anos e agora há um que atingiu a perfeição e, para não estragar a obra de arte que se julga, cristalizou a perfeição! De gargalhada!
Darwin já tinha dito que nenhuma espécie viva conservará as suas características até um futuro distante. E o futuro distante do tempo de Darwin era muito mais distante que o do tempo actual, se se pode assim falar. Quer dizer-se que a probabilidade de ocorrerem mutações genéticas é agora bastante maior, e que a selecção imposta pela mais que provável luta para enfrentar meios hostis fora do nosso planeta irá condicionar e pressionar alterações morfológicas e funcionais no Homo sapiens. Se tudo vai mudar, incluindo o próprio Sol, poque ficaria ele igual?
Como é isto considerado do ponto de vista teológico, é matéria sobre a qual será agora prematuro especular. Já temos o problema da aquisição da alma no período evolutivo entre o chimpanzé e o homem. Com novas formas morfológicas e funcionais deste, antevêem-se outras polémicas teológico-filosóficas. A menos que o novo homem se revele um ser sem capacidade de polemicar.
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Este texto foi sugerido pela leitura do capítulo "Deep Time" and the Far Future, de Martin Rees, no livro This Will Make You Smarter, que recomendo vivamente a quem puder ler. Pode ser comprado on-line, na Amazon, por cerca de 10 dólares.
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