quarta-feira, 18 de abril de 2012

FALTA DE AR

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Na história da Terra observaram-se interacções múltiplas entre a vida e a matéria inorgânica, ou seja, a superfície do planeta foi em grande parte moldada pela vida e a evolução desta condicionada pelo ambiente. O exemplo mais nítido e flagrante é observado na atmosfera. Actualmente, existe no ar cerca de 21% de oxigénio e 0.03% de dióxido de carbono. Mas nem sempre foi assim: nos primeiros 2 mil milhões de anos, o oxigénio era escasso, ou nem sequer existia, e o dióxido de carbono era muito mais abundante que actualmente.
O que fez ocorrer a viragem? Provavelmente várias causas, como a perda do hidrogénio da água para o espaço, ficando o oxigénio. Mas o factor mais importante parece ter sido a fotossíntese, com a inclusão do carbono do CO2 em compostos orgânicos e libertação do oxigénio. Contudo, há aspectos que não estão esclarecidos. Por exemplo, sabemos que a fotossíntese já existia na Terra há 2,7 mil milhões de anos, mas o aumento significativo do oxigénio na atmosfera só ocorreu há 500 milhões. E tal não se deveu ao facto dos organismos capazes de fazer a fotossíntese serem pouco numerosos. Provavelmente, o oxigénio que ia sendo produzido pelas plantas era consumido pela respiração aeróbica de outros seres. Mas, a partir de certa altura, surgiu um qualquer mecanismo que alterou o balanço oxigénio produzido/oxigénio consumido e o gás começou a aumentar no ar. Existem hipóteses para explicar isto, mas não há certezas. O facto é que, por enquanto, não vai faltando o oxigénio aos animais. Só o homem é que tem frequentemente falta de ar na carteira, mas isso é culpa do Passos Coelho e não da natureza.
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