sábado, 21 de abril de 2012

HENRIQUE VIII E O FISCO

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Henrique VIII de Inglaterra foi um rei catita. Conhecido pela rebelião contra o Papa por causa do casamento com a espanhola Catarina, há factos mais surpreendentes no seu reinado. Entre 1509 e 1547, quando morreu de insuficiência cardíaca, mandou executar de 57.000 a 72.000 pessoas. São números muito diferentes? É verdade, mas não interessa: dão ideia do que foi uma mortandade. Naturalmente, alguns dos sumariamente condenados eram mais notáveis que outros.  
Os primeiros a marchar foram dois conselheiros de seu pai, Henrique VII: Edmund Dudley e Richard Empson. Henrique VII era pior que Vítor Gaspar – depenava os súbditos sem dó nem piedade e os conselheiros tornaram-se símbolos daquela pouca vergonha fiscal. Eram, naturalmente, odiados pelo povo. Henrique VIII, logo que subiu ao poder, para dar ar de justiceiro e agradar ao povão, montou um julgamento de meia tigela, provou que eles se abotoavam com alguma da massa extorquida, e limpou-lhes o sebo.
Naquele tempo quem orientava o fisco corria risco. Postas as coisas assim, até não eram tempos tão maus como isso!
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