sexta-feira, 20 de abril de 2012

SEGURO LAVA DAÍ AS MÃOS

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Seguro é uma ternura. Parece um homem humilde e bem educado. E é sereno. Ninguém pode embirrar com ele, embora às vezes pareça que eu embirro. Mas não! O que acho é Seguro uma espingarda muito má. Muito má mesmo. A bem dizer, é quase um canhangulo!
Mas Seguro leva o cargo a peito, estuda a matéria e mantem-se à tona. Quando entra, manhã cedo, no gabinete, não abre a janela para o Largo do Rato; abre-a para o Mundo. Seguro, ao contrário dos Lellos e das Isabelinhas Moreira, tem uma visão planetária dos problemas; seja sobre o preço do kilowatt/hora, seja sobre o passe do cacilheiro para a Trafaria.
Hoje, Seguro esteve em Roma, na conferência de líderes parlamentares progressistas. E falou bem. Disse, quando era preciso dizer: “Desde que a crise começou, a Europa tem vindo a perder competitividade, tem visto a sua economia a regredir e os níveis do desemprego a aumentar. Precisamos de dar prioridade ao crescimento económico e ao emprego”, disse ainda. Mas mais! Acrescentou que se tal não suceder, “a Europa  corre o risco de ser responsabilizada por uma crise mundial". Aí está: a Europa responsável por uma crise mundial. Quando tal acontecer, se acontecer, não venham o Senhor Krugman, ou o Senhor Juncker, ou o Senhor Draghi, ou a Senhora Merkel, ou o Senhor Sarkosy, ou o Senhor Obama, ou o Senhor Schaeuble, dizer que Seguro não os avisou. Hoje ficou bem claro de quem é a responsabilidade de uma crise mundial. E Seguro lava daí as mãos.
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