domingo, 22 de junho de 2014

A ARTE AO SERVIÇO DA GUERRA

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Durante a I Guerra Mundial, os submarinos alemães  causaram danos enormes na frota de navios mercantes inimigos. Mas os U-Boats tinham que vir à superfície para, através da visão pelo periscópio, identificar o navio a atacar, conhecer a direcção da marcha e estimar a sua velocidade porque os torpedos eram lançados para um ponto à frente da rota do navio. Tudo devia ser feito com brevidade, em segundos, porque os navios de transporte também estavam armados e os submarinos à superfície eram muito vulneráveis.
Tais factos inspiraram um artista de seu nome Norman Wilkinson, voluntário da Royal Navy a bordo de um navio de patrulha. Wilkinson pensou que, em vez de camuflar os navios a proteger, era preferível pintá-los exuberantemente de forma a confundir os comandantes dos submarinos e propôs a ideia ao Almirantado que a usou em vários vasos, incluindo o irmão gémeo do "Titanic", o "Olympic", mobilizado pela Navy.
Eram as pinturas de estilo cubista, mais ou menos exuberantes. A verdade é que, no pouco tempo que os comandantes dos submarinos tinham para fazer a observação através do periscópio, era muito difícil identificar o navio inimigo, perceber de que lado ficava a ré e a proa e qual a velocidade. Havia curvas pintadas no casco que se assemelhavam a "bigodes" da água e era uma trapalhada.
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