quinta-feira, 23 de março de 2017

A MENINA QUE QUERIA SER UM "SMARTPHONE"

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Há pouco mais de um mês, num post intitulado "Homo insapiens", escrevi o seguinte:

[...] Hoje, a mão serve cada vez mais— e quase apenas! — como suporte do telemóvel, ou do smartphone, os "cérebros" humanos do Século XXI.  O homem vai-se desligando progressivamente de operações mentais como memorizar compromissos, fazer contas, respeitar normas ortográficas, guardar percepções visuais, saber "quantos são hoje", qual o dia em que o Benfica joga e com quem, ou se o Sporting tem menos dez ou doze pontos que o "Glorioso". Se há dúvidas, é só accionar o "tijolo electrónico" para as tirar em segundos! Os namorados sentam-se nas esplanadas e o namoro consiste em, cada um para o seu lado, navegarem por locais diferentes do "éter", seja na música, nas mensagens de amigos, nas notícias, em álbuns fotográficos, fofocas e coisas similares.
O conceito original de conviver implicava proximidade física. Já não é mais assim! Hoje, convive-se com os telemóveis e smartphones, trocando mensagens etéreas lançadas no espaço para a torre de comunicações mais próxima, onde aguardam que o destinatário as receba. Mesmo com duas mãos, o namorado já não consegue segurar o telemóvel ao mesmo tempo que a mão da namorada! [...]

Hoje recebi um vídeo preocupante porque demonstra que a situação é muito mais grave: além das sequelas cognitivas decorrentes do uso compulsivo do "tijolo electrónico" que referia no post e põem em risco o futuro evolutivo do Homo sapiens, há sequelas afectivas com repercussão no que a vida familiar tem de mais importante. Veja o filme e diga-me se não dá para reflectir!
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(Com colaboração da Teresa)
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