segunda-feira, 18 de março de 2013

ASSALTO À MÃO ARMADA

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O presidente cipriota, Nicos Anastasiades, alega ter sido encostado à parede na reunião de Sexta-Feira face às pressões da Alemanha e do Fundo Monetário Internacional que pretendiam impor um imposto extraordinário de 40% sobre os depósitos (ficou em 6,75% até 100 mil euros e 9,9% acima desse valor) e do Banco Central Europeu que ameaçou lançar os bancos cipriotas na bancarrota no dia 21 de Março, quando terminasse a autorização das linhas de assistência de liquidez de emergência (conhecidas pela designação ELA). 

Isto lê-se hoje no "Expresso" on line e é de ficar de boca aberta. Os cipriotas, tal como os gregos e os portugueses, puseram-se a jeito, de cócoras, por falta de cabeça, é verdade. Mas a Alemanha, o Banco Central Europeu e toda essa tropa fandanga alimentaram a burrice porque lhes convinha. Agora, falidos os cipriotas, resolvem o problema com os pés: vai-se aos bancos e tira-se 40% do dinheiro que os cidadãos lá têm! Inenarrável—Al Capone não faria melhor!
Atravessamos tempos difíceis em que os portugueses não podem confiar em quem os governa. Primeiro, porque são de competência abaixo de cão: Vítor Gaspar, já com provas dadas no Ministério das Finanças no tempo de Braga de Macedo, sabe-se agora, não acerta uma—é um astrólogo, segundo o Professor Martelo. Depois porque não há pudor em extorquir aos que vivem de modestos rendimentos  e poupar corruptos e quem tem pingues proventos. Não significa isto que os ricos possam pagar a crise, como diz a esquerda demagógica. Mas, no mínimo, os menos favorecidos devem poder vê-los também alinhados no pelotão dos sacrificados. É uma questão de ética e decência. Não fazê-lo significa cagaço e falta de vergonha na cara dos governantes. Um nojo!
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