sábado, 25 de maio de 2013

LEIS IMUTÁVEIS ?! NEM NA FÍSICA !

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A vida surgiu na Terra sob a forma de seres elementares, eventualmente constituídos por uma molécula capaz de se multiplicar, eventualmente duas ou três moléculas combinadas e, ao longo de milhões de anos evoluiu, dando origem às espécies actuais, muitas e complicadas, de que fazemos parte. O stock actual resultou da sobrevivência das novas espécies que por razões várias se desenvolveram ao longo do tempo, depois de desaparecerem as fracas por serem desadaptadas e mal engendradas. Chama-se a isto selecção natural, conceito quase pacífico e consensual na comunidade científica biológica.
Na Física Newtoniana e na Mecânica Quântica, o raciocínio é diferente: assume-se que o universo evoluiu em resultado de leis imutáveis ao longo do tempo. Isto é, as leis que governam o mundo desde o Big-Bang foram sempre as mesmas―o que mudou foi o sujeito passivo―para usar uma expressão cara ao fisco que um dia muda porque acaba a passividade do sujeito.
A verdade é que não está demonstrado que assim seja. Poderá aceitar-se que há leis fora de uso, por falta de sujeito passivo, desaparecido com a transformação do cosmos―tal como o Código do IRS deixará de se aplicar quando só houver portugueses depenados e sujeitos passivos fugitivos. Mas o mais inesperado é que as leis físicas podem também ter evoluído desde o Big-Bang, circunstância que põe em causa algumas teorias cosmológicas.
Coisas não comprovadas, mesmo que aceites por toda a gente, não são necessariamente verdades. E porque hão-de ser independentes do tempo as leis da Física? É o tempo dinâmico e são as leis estáticas? Por alma de quem? É um conceito metafísico usado no pensamento científico. Perguntava  Feynman quantas questões estão por explicar na evolução do universo e quantas o estão porque não podem sê-lo com as leis actuais da Física? Aí está uma pergunta inteligente, embora Feynman  não estivesse muito preocupado com a minha opinião!―suspeito eu.
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