quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O PROBLEMA É NÃO VER O PROBLEMA

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Esta semana, o Secretário de Estado Hélder Rosalino anunciou que as pensões de aposentação, de reforma e de invalidez dos ex-funcionários públicos acima de 600 euros ilíquidos vão sofrer um corte até 10%.
Quanto às subvenções vitalícias pagas a ex-titulares de cargos políticos, "porque  têm um regime jurídico próprio, diferente do que regula a matéria das pensões dos funcionários públicos, não podem ser tratadas da mesma forma".
"Assim sendo, o tema das subvenções vitalícias será, necessariamente e caso se justifique, tratado em sede própria e no momento próprio".
Isto é conversa oficial do Governo.  Ou seja, depois de depenar os antigos funcionários públicos sem contemplação, legislando retroactivamente, Suas Excelências, também eles políticos e beneficiários duma situação de favor escandalosa e mais que discutível, informam-nos que o tema das subvenções vitalícias será tratado em sede própria, caso se justifique, no momento próprio.
É preciso não ter um nanómetro quadrado de vergonha na cara para assim falar e proceder. Suas Excelências, se fossem gente decente por quem pudéssemos nutrir um nanograma de respeito, começariam por eles próprios e só depois iriam ao bolso dos funcionários públicos. Mas o problema maior nem é o facto de não procederem assim. O problema maior é nem perceberem que há o problema.
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