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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
UMA TRAGÉDIA PARA A ETERNIDADE ?
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Depois de desaparecido no Oceano Atlântico durante décadas, Robert Ballard, oficial do Naval Intelligence Service que já havia descoberto os destroços do "Bismarck" e do USS "Yorktown", encontrou os restos do RMS "Titanic", 1.000 milhas a Leste de Boston.
Depois de desaparecido no Oceano Atlântico durante décadas, Robert Ballard, oficial do Naval Intelligence Service que já havia descoberto os destroços do "Bismarck" e do USS "Yorktown", encontrou os restos do RMS "Titanic", 1.000 milhas a Leste de Boston.
Ao lado, pode ver-se a fotografia de um dos salva-vidas do navio afundado, encontrado pela tripulação do RMS "Oceanic".
Faz em Abril 105 anos que a tragédia ocorreu, mas continua a ser fonte de notícias e negócios chorudos; sobretudo leilões de objectos e
documentos
relacionados com o navio e seu naufrágio. No ano passado, uma taça
oferecida pela sobrevivente Molly Brown ao comandante do navio
"Carpathia", que salvou 705 pessoas do "Titanic", foi vendida
por 200.000 dólares, sendo o seu preço estimado entre 60.000 e 90.000. E uma
fotografia do iceberg abalroado custou ao comprador 32.000!
O vídeo mostrado em cima é interessante. Pode vê-lo com legendas em inglês, o que ajuda a quem tem dificuldade em perceber o narrador.
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PENSAMENTO PARA HOJE
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Se a Quarta-Feira é dia de
subida, a Quinta deve ser de escalada.
Pensa nisso de forma positiva
— como uma rampa de lançamento.
- Autor desconhecido... (por
mim!)
OS "NABOS"
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Adaptado do cartoon
"Mentes Brilhantes", de Henrique Monteiro, publicado no site www.sapo. pt (28-02-2017).
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
O HOMEM QUE ERA QUINTA-FEIRA
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Leio que o Zezito deu mais uma entrevista na TV, segundo parece para responder a Aníbal, político conhecido por "O Homem que Era Quinta-Feira", como a personagem de G. K. Chesterton.
A dado passo, Zezito — referindo-se à intrigalhada das escutas em Belém, que Aníbal terá atribuído ao PS — pergunta: “Como pode ser tão jesuítico, para dizer que a responsabilidade era de uma tenebrosa campanha do PS”?
Consultando a "Infopédia", da Porto Editora, confirmo que jesuítico , além de "relativo aos jesuítas" e "próprio de jesuíta", também significa hipócrita, fingido e fanático.
Sendo que Zezito tem conhecimento que Aníbal não é jesuíta professo, na sua opinião ou é hipócrita, ou fingido, ou fanático; ou acumula! "O Homem que Era Quinta-Feira" é uma lástima.
Estamos a falar de um ex-Primeiro Ministro de Portugal, por sua vez a falar de um ex-Presidente da República Portuguesa. Vai elevado o nível da conversa!
Syme, "O Homem que Era Quinta-Feira" no romance de Chesterton, também teve de enfrentar o Presidente do Conselho Anarquista, com o nome de código "Domingo", cuja natureza humana era muito pior que alguma vez Syme imaginou. Syme, perdão, "O Homem que Era Quinta-Feira, ou antes, Aníbal também está confrontado com um "Domingo" cuja natureza humana é muito pior do que alguma vez imaginou! Muito pior!...
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Leio que o Zezito deu mais uma entrevista na TV, segundo parece para responder a Aníbal, político conhecido por "O Homem que Era Quinta-Feira", como a personagem de G. K. Chesterton.
A dado passo, Zezito — referindo-se à intrigalhada das escutas em Belém, que Aníbal terá atribuído ao PS — pergunta: “Como pode ser tão jesuítico, para dizer que a responsabilidade era de uma tenebrosa campanha do PS”?
Consultando a "Infopédia", da Porto Editora, confirmo que jesuítico , além de "relativo aos jesuítas" e "próprio de jesuíta", também significa hipócrita, fingido e fanático.
Sendo que Zezito tem conhecimento que Aníbal não é jesuíta professo, na sua opinião ou é hipócrita, ou fingido, ou fanático; ou acumula! "O Homem que Era Quinta-Feira" é uma lástima.
Estamos a falar de um ex-Primeiro Ministro de Portugal, por sua vez a falar de um ex-Presidente da República Portuguesa. Vai elevado o nível da conversa!
Syme, "O Homem que Era Quinta-Feira" no romance de Chesterton, também teve de enfrentar o Presidente do Conselho Anarquista, com o nome de código "Domingo", cuja natureza humana era muito pior que alguma vez Syme imaginou. Syme, perdão, "O Homem que Era Quinta-Feira, ou antes, Aníbal também está confrontado com um "Domingo" cuja natureza humana é muito pior do que alguma vez imaginou! Muito pior!...
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ECLIPSE SOLAR
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Ontem foi dia de eclipse parcial do
Sol no Hemisfério Sul. Aqui se mostra uma imagem do espectáculo, feita por Jörg Schoppmeyer,
perto da cidade de Sarmiento, na Argentina......
OBJECTIVO — "FOME ZERO"
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Entre 1990 e 2014, a percentagem de população mundial sub-nutrida caiu de 23% para 13%, um progresso enorme. Em todo o caso, persistem 800 milhões de terráqueos sub-nutridos, sobretudo na África sub-Sariana e no Sul da Ásia.
Não está fácil o problema, especialmente porque a população mundial, que é hoje de 7,5 mil milhões de almas, será, em 2050, à volta de 9,7 mil milhões. Acresce a este aumento o facto de as exigências nutricionais serem cada vez mais elevadas, em consequência da melhoria do padrão de vida.
O aumento da produção alimentar é, por isso, uma emergência para atingir o objectivo Fome Zero. Mas, por muito empenho que se ponha nesse aumento, o resultado não vai chegar. A produção alimentar, no actual estado do conhecimento, tem limites. Mas há margem de manobra ainda assim — é imperativo baixar o desperdício.
De acordo com a FAO, cerca de um terço da comida produzida no mundo para consumo humano e por ano — aproximadamente 1,3 mil milhões de toneladas — perde-se ou estraga-se: 30% da produção de cereais, 20% dos lacticínios, 35% do peixe e marisco, 20% da carne, 20% das oleaginosas e 45% de tubérculos, frutos e outros vegetais!
Ao contrário da alternativa do aumento da produção, há ainda muito a fazer para diminuir a perda e o desperdício com a tecnologia actual. Em todo o mundo, graças a novos protocolos no agronegócio e nas cadeias de frio, implementadas por firmas privadas, pelo sector público e por organizações não-governamentais, o desperdício tem sido muito reduzido. É preciso diminuir a quantidade de fruta que fica nos pomares depois de colhida — ou que não é colhida —, as perdas de bens alimentares no processo de distribuição comercial, no próprio comércio, sobretudo de produtos "imperfeitos" que não são vendidos, na restauração, nas casas de cada um, nos lares, internatos, cantinas e por aí fora.
É deprimente pensar que 800 milhões de pessoas no mundo passam fome e que os seus pares contemporâneos deitam no lixo um terço da comida que produzem.
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Entre 1990 e 2014, a percentagem de população mundial sub-nutrida caiu de 23% para 13%, um progresso enorme. Em todo o caso, persistem 800 milhões de terráqueos sub-nutridos, sobretudo na África sub-Sariana e no Sul da Ásia.
Não está fácil o problema, especialmente porque a população mundial, que é hoje de 7,5 mil milhões de almas, será, em 2050, à volta de 9,7 mil milhões. Acresce a este aumento o facto de as exigências nutricionais serem cada vez mais elevadas, em consequência da melhoria do padrão de vida.
O aumento da produção alimentar é, por isso, uma emergência para atingir o objectivo Fome Zero. Mas, por muito empenho que se ponha nesse aumento, o resultado não vai chegar. A produção alimentar, no actual estado do conhecimento, tem limites. Mas há margem de manobra ainda assim — é imperativo baixar o desperdício.
De acordo com a FAO, cerca de um terço da comida produzida no mundo para consumo humano e por ano — aproximadamente 1,3 mil milhões de toneladas — perde-se ou estraga-se: 30% da produção de cereais, 20% dos lacticínios, 35% do peixe e marisco, 20% da carne, 20% das oleaginosas e 45% de tubérculos, frutos e outros vegetais!
Ao contrário da alternativa do aumento da produção, há ainda muito a fazer para diminuir a perda e o desperdício com a tecnologia actual. Em todo o mundo, graças a novos protocolos no agronegócio e nas cadeias de frio, implementadas por firmas privadas, pelo sector público e por organizações não-governamentais, o desperdício tem sido muito reduzido. É preciso diminuir a quantidade de fruta que fica nos pomares depois de colhida — ou que não é colhida —, as perdas de bens alimentares no processo de distribuição comercial, no próprio comércio, sobretudo de produtos "imperfeitos" que não são vendidos, na restauração, nas casas de cada um, nos lares, internatos, cantinas e por aí fora.
É deprimente pensar que 800 milhões de pessoas no mundo passam fome e que os seus pares contemporâneos deitam no lixo um terço da comida que produzem.
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UM TIRO NO ESCURO
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João Marques Almeida in "Observador"
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[...] A manipulação das remessas para offshores pelo PM ficará como um dos momentos mais baixos e indignos da história da democracia parlamentar portuguesa. Um homem que é capaz de recorrer a um truque desses no Parlamento é capaz de quase tudo. Nunca a política foi tão rasca. O mesmo governo que está indignado com as contas offshores faz tudo para esconder os empréstimos feitos pela Caixa Geral de Depósitos durante os consulados socialistas do engenheiro Sócrates. E a história de como o mesmo governo levou a PT à falência, não interessa? Por mim, espero que se saiba o máximo sobre todos estes episódios. Desconfio que parte do dinheiro que acabou em offshores pode estar ligado à falência da PT e aos empréstimos da Caixa. Quem sabe se o PM ainda não acabará a lidar com tempestades depois de andar a semear ventos.João Marques Almeida in "Observador"
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
É CHATO ! ! !
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Um longo vídeo em que
um professor e alunos põem metodicamente areia num cesto pendurado num projecto de ponte
até esta cair em bocados. A cena repete-se interminavelmente.
Estúpido?
Chato?
MUITO!!!...
Só não se percebe é porque a maioria das pessoas, apesar de
achar isso mesmo, continua a ver o vídeo até ao fim; e com atenção!
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MELHOR QUE MARCELO ! ! !...
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Todos os anos, no Verão, depois de 2 meses de estadia na Europa, os andorinhões deixam os poleiros e migram para a África Central, ou Ocidental. Voltam apenas no Julho seguinte e passam esses 10 meses quase continuamente no ar. Podem viajar para África, mas as suas patas nunca pisam solo africano.
Alimentam-se no ar, acasalam no ar, apanham os materiais para o ninho no ar. Podem pousar em ninhos, em ramos de árvores, em casas, mas jamais pousam no chão — as asas são demasiado compridas e as pernas demasiado curtas para descolarem duma superfície plana. São dos mais completos aeronautas da natureza, soberbamente adaptados à vida passada no ar.
Susanne Åkesson e o seu marido Anders Hedenström, da Universidade de Lund, na Suécia, em 2013, fixaram aparelhos de registo muito leves em 19 exemplares de andorinhões e conseguiram recuperá-los um ou dois anos mais tarde, com informação sobre as condições de luminosidade local às diferentes horas, o que permitia conhecer a posição geográfica; sobre a aceleração; e sobre a actividade e posição do corpo, o que dizia se estavam a voar ou não. Tais dados permitiram concluir que os andorinhões quase nunca estavam inactivos durante a longa migração. Por exemplo, entre Setembro de 2013 e Abril de 2015, uma das aves repousou a noite toda apenas 4 vezes, em Fevereiro. No ano seguinte, nunca repousou a noite toda e, no mesmo período, só parou 2 horas! Uma coisa extraordinária!
Pode ler mais pormenores aqui.
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Todos os anos, no Verão, depois de 2 meses de estadia na Europa, os andorinhões deixam os poleiros e migram para a África Central, ou Ocidental. Voltam apenas no Julho seguinte e passam esses 10 meses quase continuamente no ar. Podem viajar para África, mas as suas patas nunca pisam solo africano.
Alimentam-se no ar, acasalam no ar, apanham os materiais para o ninho no ar. Podem pousar em ninhos, em ramos de árvores, em casas, mas jamais pousam no chão — as asas são demasiado compridas e as pernas demasiado curtas para descolarem duma superfície plana. São dos mais completos aeronautas da natureza, soberbamente adaptados à vida passada no ar.
Susanne Åkesson e o seu marido Anders Hedenström, da Universidade de Lund, na Suécia, em 2013, fixaram aparelhos de registo muito leves em 19 exemplares de andorinhões e conseguiram recuperá-los um ou dois anos mais tarde, com informação sobre as condições de luminosidade local às diferentes horas, o que permitia conhecer a posição geográfica; sobre a aceleração; e sobre a actividade e posição do corpo, o que dizia se estavam a voar ou não. Tais dados permitiram concluir que os andorinhões quase nunca estavam inactivos durante a longa migração. Por exemplo, entre Setembro de 2013 e Abril de 2015, uma das aves repousou a noite toda apenas 4 vezes, em Fevereiro. No ano seguinte, nunca repousou a noite toda e, no mesmo período, só parou 2 horas! Uma coisa extraordinária!
Pode ler mais pormenores aqui.
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CIÊNCIA EM VÍDEO
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Lisa Kaltenegger é Professora Associada de Astronomia e Directora do Instituto Carl Sagan na Cornell University. Apresenta o vídeo que pode ver em cima. O seu inglês é claro; diz aproximadamente o seguinte:
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Quando se olha para o céu, vêem-se milhares de estrelas. Todas são outros sois e estamos a encontrar os primeiros planetas em volta deles. O meu campo de investigação é a astrofísica mas, na realidade, é o futuro do nosso planeta. Pela primeira vez na história do homem, temos a tecnologia para o investigar e descobrir.
Vim para aqui organizar um instituto pluridisciplinar com diferentes departamentos, de Biologia, de Química, alguém que constrói satélites para observar planetas muito distantes, pô-los a trabalhar em conjunto e usar os seus conhecimentos em tão diferentes campos com o objectivo de explicar como funciona um planeta habitável.
O que fazemos e fizemos, no Instituto Carl Sagan, foi observar 137 espécies diferentes de seres vivos e ver como reflectem a luz. Reflectir a luz significa que, se temos um planeta onde existem seres vivos na superfície, a luz do sol é reflectida em vermelho, verde, ou o que seja. Seria uma grande descoberta científica.
A ideia de que pode haver um catálogo da vida em cores é excelente porque chegaria a muita gente com o envolvimento dos jornalistas.
Sinto-me feliz por mostrar às pessoas como a ciência se liga às suas vidas porque lhes pedimos para financiar a nossa investigação e para confiarem em nós. Muitas vezes, a Ciência é vista como matéria impenetrável mas, na realidade, não é. Constitui a coluna vertebral da sociedade e penso que contar a história de como é excitante e relevante é parte importante do trabalho dos cientistas actuais.
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FAROL DE CASTLEPOINT
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O Farol de Castlepoint, na Nova Zelândia, é um dos mais
populares na região. A fotografia mostra-o ao "nascer" do Sol — mesmo
considerando que o Sol não "nasce"!
A fotografia é de Ed O´Keeffe e foi feita na sua permanência na
Nova Zelândia para participar num congresso de astrofotógrafos — também
há disso!... Por exemplo, em baixo, segue uma fotografia da Via Láctea, do mesmo O'Keeffe, onde se vê, adicionalmente, uma encenação de tochas na praia (a vermelho).
LUA NOVA E ANEL DE FOGO !
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Hoje, 26 de Fevereiro de 2017, ocorrerá o primeiro eclipse solar
do ano. Será visível no Hemisfério Sul, desde a Argentina e Chile, até à parte
Sudeste de África (Angola, Zâmbia, República Democrática do Congo). Assistir-se-á
ao encobrimento, pela Lua, da parte central do Sol, deixando uma margem
periférica à vista. Por isso se chama eclipse anular, ou "anel de
fogo".
A fracção do Sol que é encoberta pela Lua depende da distância a
que esta se encontra de nós no momento do alinhamento Terra-Lua-Sol — quanto
mais próxima de nós está a Lua, maior é a área de Sol encoberta.
O segundo
eclipse solar deste ano ocorrerá em 21 de Agosto e será total, precisamente porque a Lua está mais próxima da Terra
nesse dia.
O tempo a que será visível o eclipse nos vários locais da Terra
pode ser conferido na imagem animada que se junta. Começa no Oceano Pacífico ao
nascer do Sol* (13H16 — hora de Lisboa) e termina em África, ao pôr do Sol, 3
horas e um quarto depois.
.* Nota para assentar ideias: o Sol não "nasce" — nós é que "nascemos" para ele. Por isso, estão erradas as pessoas ao dizerem que ele, quando "nasce", "nasce" para todos. Aliás, a História e a Sociologia demonstram-no cabalmente.
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sábado, 25 de fevereiro de 2017
QUANTO MAIS ME BATES MENOS GOSTO DE TI
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Em Agosto de 2011, depois da polícia
matar um homem de 29 anos em Tottenham, nos subúrbios de Londres, multidões saíram
às ruas da cidade — e de outras povoações
inglesas — travando "combates"
violentos durante seis dias com as forças da ordem; o pior que se havia visto
numa geração.
O Primeiro-Ministro David Cameron,
falando à nação, referiu-se ao horror da violência e do vandalismo da multidão,
desencadeados "apenas" por uma morte, mesmo injusta que tenha sido.
E não deixou de chamar a atenção para a ameaça que constitui a psicologia da
multidão amotinada quando esta perde toda a racionalidade.
E era aqui que queria chegar, depois
de ler um artigo de Michael Bond, intitulado "A Intimidade das Multidões".
Nele, Bond interroga-se se as multidões amotinadas são constituídas por pessoas
que perderam de todo a racionalidade e se comportam sem qualquer norma ética,
solidária, humana, altruísta e por aí fora — é gente inesperada e subitamente "descerebrada"?
Há quem pense que não.
Quase sempre, em situações como a
relatada, existe um sentimento —
muitas vezes sub-consciente — que
já vem de trás. Aquelas multidões amotinadas são constituídas por pessoas com
sentimentos hostis à injustiça do enquadramento social envolvente — que controlam sofrivelmente no dia a dia — e que sentem grande solidariedade pelas pessoas que os protagonizam.
A maior parte do seu comportamento "amotinado" será movido mais por
essa generosa solidariedade que por violenta e irracional maldade.
Será?
A violência das claques de futebol,
por exemplo, decorre sem dúvida de comportamentos indesculpáveis dos seus
elementos, na grande maioria dos casos. Mas não há dúvida que está instalada, na
"cultura" dos seus membros, um sentimento de rivalidade/hostilidade/combatividade em
relação à polícia. O sentimento de "polícia-inimigo" vem quase sempre
de refregas anteriores. As hostilidades não são fruto, muitas vezes, de
situações ocorridas no momento, mas antes de ajuste de contas decorrentes de
coisas passadas, contadas, comentadas e "mastigadas" em conversas de
café. No fundo, na base dos embates com as forças policiais, haverá sobretudo um
sentimento solidário com o grupo — mais que irracionalidade (que também existe).
O psicólogo Clifford Stott,
investigador na Universidade de Leeds e grande
mentor deste ponto de vista, juntamente com os seus colaboradores, contactou a
PSP portuguesa antes do Euro 2004, realizado em Portugal. Apresentou a sua
teoria e convenceu os responsáveis a abordar o problema das claques duma forma
mais "amigável" e menos musculada; menos "anti-motim". Foi dada
formação em policiamento não-confrontacional (non-confrontational policing) e o resultado foi a completa ausência
de alteração da ordem pública nos jogos com a Inglaterra.
Naturalmente, não se pode levar
longe de mais a "moleza" da polícia. Mas compreende-se que só há vantagem
quando ela não personifica o principal "inimigo"
da tribo a que pertencemos. Disso não tenho dúvidas.
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PINGOS DE IMPRENSA
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[...] O PCP e o BE fazem o
número, para os media e para o povo, de que defendem os direitos dos
trabalhadores, com vínculo ou sem ele, mas pragmaticamente tratam é dos seus.
[...]
Mário Ramires in
"Sol"
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Ó MARIA TRAZ CÁ A ESCADA
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A escada terá
sido inventada pelos egípcios ou hebreus cerca de 2.000 anos antes de Cristo.
Inicialmente, tinha uso, sobretudo, como forma arquitectónica na construção de túmulos. Com o tempo, passou a ser o caminho
mais economizador de espaço para ligar níveis diferentes, ou seja, para subir e descer.
Há várias formas de o fazer. A mais usada para subir é tramar os concorrentes; muito popular no nosso tempo em carreiras profissionais e na política.
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Há várias formas de o fazer. A mais usada para subir é tramar os concorrentes; muito popular no nosso tempo em carreiras profissionais e na política.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
FOTOGRAFIA DO DIA
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O navio "MOTTLER" atravessa o Canal de Kiev. A seguir, o mesmo navio sem "efeitos especiais" e a localização do Canal de Kiev.
(Fonte: "Marine Traffic")
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O QUE DIZEM OS OSSOS
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Crânio com sinais inequívocos de violento traumatismo
O Programa das Nações Unidas Habitat (UN Habitat), prevê que o Homo
sapiens será em breve uma espécie maioritariamente urbana: 60% dos homens e mulheres viverão em
cidades no ano 2030. Dez milénios de
adaptação mudaram a nossa vida — de mais ou menos selvagens free-range, a citadinos.
Em termos de evolução, trata-se de uma
mudança de habitat feita às cegas e, para tentar perceber o que significa,
restam-nos a História e as informações obtidas no estudo dos restos mortais do homem
antigo.
Tal vai sendo feito, com
algumas surpresas. Como exemplo — e por isso falo disto —, refira-se que dados
recentes da avaliação de ossadas mostram
que a morte violenta era muito mais frequentes nos grupos free-range, equivalentes humanos à galinha pica-no-chão, que nos habitantes de comunidades precursoras da actual cidade.
É surpreendente porque o
facto parece contrariar o que se verifica na actualidade, em que a violência
aumenta em proporção directa à dimensão dos aglomerados populacionais. Pelo menos é a ideia que se tem; provavelmente errada.
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SOMOS COMO O "CRI-CRI" (*)
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A nossa caixa craniana não possui capacidade para "digerir" o conceito do cosmos onde vivemos. Temos uma visão pífia do mundo. Até o campo de futebol parece enorme a um jogador da I Liga nos últimos minutos do jogo. Como podem mentalidades assim contar a História do imenso palco onde protagonizamos a vida?
Dizemos que o Universo se estende por dezenas de milhares de milhões de anos-luz, sabendo que a luz viaja quase a 300.000 km/segundo mas, em boa verdade, não fazemos ideia do que falamos. O voo directo do Dubai para S. Francisco é de 8.000 milhas, aproximadamente o diâmetro da Terra. O diâmetro do Sol é 100 vezes maior; e a distância deste à Terra é outras 100 vezes maior que a anterior — é a chamada Unidade Astronómica (UA) usada para medir "pequenas distâncias"! A nave Voyager 1, por exemplo, lançada em 1977 e a viajar a 11 milhas por segundo, está — em 2017 — apenas a 137 UA do Sol.
Mas isto é nada se falarmos em distâncias entre estrelas. A mais próxima de nós, a Proxima Centauri, está a 270.000 UA, ou 4,25 anos-luz. É preciso alinhar 30 milhões de "Sois" para cobrir a distância até ela.
Na Via Láctea, que tem 300 mil milhões de estrelas num espaço com 100.000 anos-luz de diâmetro, a distância média entre elas é de 4 anos-luz: o espaço vazio — desperdiçado — é intolerável!
Uma das mais surpreendentes descobertas das ultimas duas décadas é a de que o Sol está longe de ser o único com planetas em órbita — a maioria das estrelas semelhantes na Via Láctea têm em órbita planetas com condições compatíveis com a vida. (ver aqui o caso da estrela Trappist-1 de que ontem falei). Contudo, chegar a esses planetas é outra conversa. A nave Voyager 1 chegaria lá dentro de 75.000 anos, se estivesse a navegar nessa direcção, o que não é o caso.
A maior parte das histórias de ficção científica passavam-se quase sempre na Via Láctea. Até recentemente, sabia-se quase nada de outras galáxias. Há um século, as chamadas "espirais nebulosas", que se viam nas fotografias do céu, eram na realidade "universos/ilhas", ou galáxias — estruturas tão largas como a Via Láctea. A galáxia nossa vizinha mais próxima está a 2 milhões de anos-luz de distância (não esquecer que a luz anda 300.000 km por segundo); e a luz das galáxias mais afastadas que nos chega já viajou 13 mil milhões de anos desde o Big-Bang.
Nos anos 20 do Século passado, descobrimos que o Universo está em expansão permanente desde o Big-Bang. E, há 20 anos, descobrimos que essa expansão tem velocidade com aceleração permanente, impelida pela força que ainda não compreendemos bem chamada "energia negra".
Mas a história é mais complicada! Neste momento, só vemos as galáxias cuja luz teve tempo para chegar até nós, depois do início do Universo. Há luz a caminho que ainda não chegou!
E mais ainda: admite-se que o "nosso" Big-Bang não foi único — que tenha havido mais Big-Bangs — e o mundo seja um multiverso, ou conjunto de universos. É uma trapalhada? Claro que é. E de quem é a culpa? A culpa é do Benfica? O astrónomo norte-americano Neil deGrasse Tyson disse um dia: "O Universo não tem obrigação de fazer sentido para nós". Claro que não! Mas podia ser um poucochinho mais claro! Não é pedir muito.
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(*) Insecto que parasita a cabeça do piolho.
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Texto daptado do artigo "Our Universe Is Too Vast
for Even the Most Imaginative Sci-Fi", da autoria de Michael Strauss, professor
de Ciências Astrofísicas na Universidade de Princeton..
A nossa caixa craniana não possui capacidade para "digerir" o conceito do cosmos onde vivemos. Temos uma visão pífia do mundo. Até o campo de futebol parece enorme a um jogador da I Liga nos últimos minutos do jogo. Como podem mentalidades assim contar a História do imenso palco onde protagonizamos a vida?
Dizemos que o Universo se estende por dezenas de milhares de milhões de anos-luz, sabendo que a luz viaja quase a 300.000 km/segundo mas, em boa verdade, não fazemos ideia do que falamos. O voo directo do Dubai para S. Francisco é de 8.000 milhas, aproximadamente o diâmetro da Terra. O diâmetro do Sol é 100 vezes maior; e a distância deste à Terra é outras 100 vezes maior que a anterior — é a chamada Unidade Astronómica (UA) usada para medir "pequenas distâncias"! A nave Voyager 1, por exemplo, lançada em 1977 e a viajar a 11 milhas por segundo, está — em 2017 — apenas a 137 UA do Sol.
Mas isto é nada se falarmos em distâncias entre estrelas. A mais próxima de nós, a Proxima Centauri, está a 270.000 UA, ou 4,25 anos-luz. É preciso alinhar 30 milhões de "Sois" para cobrir a distância até ela.
Na Via Láctea, que tem 300 mil milhões de estrelas num espaço com 100.000 anos-luz de diâmetro, a distância média entre elas é de 4 anos-luz: o espaço vazio — desperdiçado — é intolerável!
Uma das mais surpreendentes descobertas das ultimas duas décadas é a de que o Sol está longe de ser o único com planetas em órbita — a maioria das estrelas semelhantes na Via Láctea têm em órbita planetas com condições compatíveis com a vida. (ver aqui o caso da estrela Trappist-1 de que ontem falei). Contudo, chegar a esses planetas é outra conversa. A nave Voyager 1 chegaria lá dentro de 75.000 anos, se estivesse a navegar nessa direcção, o que não é o caso.
A maior parte das histórias de ficção científica passavam-se quase sempre na Via Láctea. Até recentemente, sabia-se quase nada de outras galáxias. Há um século, as chamadas "espirais nebulosas", que se viam nas fotografias do céu, eram na realidade "universos/ilhas", ou galáxias — estruturas tão largas como a Via Láctea. A galáxia nossa vizinha mais próxima está a 2 milhões de anos-luz de distância (não esquecer que a luz anda 300.000 km por segundo); e a luz das galáxias mais afastadas que nos chega já viajou 13 mil milhões de anos desde o Big-Bang.
Nos anos 20 do Século passado, descobrimos que o Universo está em expansão permanente desde o Big-Bang. E, há 20 anos, descobrimos que essa expansão tem velocidade com aceleração permanente, impelida pela força que ainda não compreendemos bem chamada "energia negra".
Mas a história é mais complicada! Neste momento, só vemos as galáxias cuja luz teve tempo para chegar até nós, depois do início do Universo. Há luz a caminho que ainda não chegou!
E mais ainda: admite-se que o "nosso" Big-Bang não foi único — que tenha havido mais Big-Bangs — e o mundo seja um multiverso, ou conjunto de universos. É uma trapalhada? Claro que é. E de quem é a culpa? A culpa é do Benfica? O astrónomo norte-americano Neil deGrasse Tyson disse um dia: "O Universo não tem obrigação de fazer sentido para nós". Claro que não! Mas podia ser um poucochinho mais claro! Não é pedir muito.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
NOVELA CGD
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Produção
Marcelo Rebelo
de Sousa
Realização
Mário Centeno
Assistente
de Realização
António Costa
Efeitos
Especiais
Jerónimo de
Sousa
Catarina
Martins
João Galamba
Chega-me
Isso
Carlos
César
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ALIENÍGENAS NA PROXIMIDADE ?
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Astrónomos encontraram 7 planetas do tamanho
aproximado da Terra num sistema estelar próximo. Um, ou mais, dos planetas pode ter
água na superfície, tornando-os alvos promissores na procura de vida alienígena. A descoberta sugere-nos que encontrar uma
segunda Terra não é um problema "se", mas "quando".
Os planetas orbitam a estrela anã Trappist-1, a cerca
de 40 anos-luz da Terra. Investigadores coleccionaram dados colhidos quando cada planeta passou em frente da
estrela "mãe". A NASA planeia utilizar telescópios para estudar a
atmosfera de cada um.
É a primeira vez que se encontram tantos
planetas à volta de uma estrela.
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CESTEIRO QUE FAZ UM CESTO FAZ UM CENTO
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O juiz desembargador Rui Rangel, em 2015 e num programa televisivo, fez declarações sobre o processo decorrente da "Operação Marquês" que lhe valeram a aplicação, pelo Conselho Superior da Magistratura, da pena de 15 dias de multa. Rangel recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça que confirmou aquela pena.
O juiz desembargador Rui Rangel, em 2015 e num programa televisivo, fez declarações sobre o processo decorrente da "Operação Marquês" que lhe valeram a aplicação, pelo Conselho Superior da Magistratura, da pena de 15 dias de multa. Rangel recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça que confirmou aquela pena.
Entretanto, a 24 de
Setembro de 2015, num recurso apresentado pela defesa de Sócrates, Rangel decidiu
a favor do Zezito, tendo determinado que não se justificava a continuação do
segredo de justiça na "Operação Marquês", o que permitiu à defesa de Sócrates ter acesso a todos os autos da investigação.
No passado dia 2, deu
entrada no Tribunal da Relação de Lisboa novo recurso de José Sócrates, no
âmbito da Operação Marquês, que foi distribuído no dia 13... ao juiz Rui Rangel!
Parece anedota, mas é verdade. Em face disto, o Ministério Público pediu o
afastamento do juiz da apreciação desse recurso, alegando “desconfiança sobre a
imparcialidade do magistrado”. Não sei quem vai desatar este nó, mas espera-se
que não saia uma emenda pior que o soneto.
O mais extraordinário é
que, segundo consta, se Rangel for afastado por "desconfiança sobre a sua
imparcialidade", continuará a ser juiz desembargador!... Ó égua!...
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