quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

NAPOLEÃO É QUE SABIA

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A "Mona Lisa", de da Vinci, é fonte de quase tudo: admiração, adoração, estupefacção, contradição, especulação e muitos outros substantivos terminados em "ão". Mas, em boa verdade, é também fonte de muita bacoquice e aldrabice.
A figura retratada por da Vinci era mulher de um mercador que encomendou o quadro. Chamava-se Lisa Gherardini e, segundo a tradição, era uma pessoa melancólica. Um "papagaio" e jarreta, de seu nome Silvano Vinceti (na fotografia em baixo), avançou há tempos a tese de que a expressão triste de Lisa impedia da Vinci de pintar quadro que deixasse o mercador satisfeito. Então, usou como modelo, para a parte inferior da face, o seu pupilo e amante, Gian Giacomo Caprotti (da Vinci era homossexual). A ser assim, o misterioso sorriso de Lisa não era dela, mas de Gian Giacomo.
Agora, surgiu outro "papagaio" chamado Jonathan Jones que, nas páginas do "The Guardian", nos esclarece que Lisa Gherardini, afinal, era sifilítica. A mal disfarçada tristeza seria fruto da doença luética, verdadeira praga trazida para Europa pelos navegadores portugueses e espanhóis. 
O incomparável Jonathan descobriu que, cerca de dez anos depois da feitura do 
quadro, o nome de Lisa aparece no livro de contabilidade do boticário de um convento florentino, onde se regista que Lisa Gherardini lhe comprou “água de caracol”!!! É verdade!!!... A "água de caracol", na altura usada no "tratamento" da sífilis, esclareceu Jonathan e o resto da humanidade; até à consumação dos séculos!
Quando li o título da notícia, fiquei intrigado: seria que Jonathan tinha encontrado registo de um teste de Wassermann, VDRL ou Kahn de Lisa? Não tinha — tinha coisa muito melhor: a nota de um boticário de que havia vendido "água de caracol" a Lisa. De estalo!... (na cara). Assim se faz a História. Já dizia Napoleão...
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