sexta-feira, 20 de maio de 2011

O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE E O PROFESSOR KARAMBA

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Segundo a Ministra da Saúde, Dr.ª Ana Jorge, pessoa com quem simpatizo, os portugueses recorrem a demasiadas consultas médicas. Só diz isto uma Ministra que se vê na situação de não conseguir satisfazer a procura, está bem de ver. A Dr.ª Ana Jorge não tem dinheiro para financiar o tão decantado Serviço Nacional de Saúde do Estado Social socrático e, em desespero, declara que os doentes exageram a pedir consultas, e também análises e medicamentos, pedido que não pode satisfazer.  Encurralada pelos chamados utentes, procura sacudi-los, espantá-los e culpá-los da falta de resposta dos serviços.
Mas o cerco está tão apertado, que a Ministra perde um pouco o senso para escapar à pressão; e diz que os doentes precisariam antes de outro tipo de atendimento prestado por outros profissionais, como enfermeiros e terapeutas; e acrescenta: “Um hipertenso pode ser vigiado por um enfermeiro que controla a terapêutica e a tensão, se tudo correr bem, não tem de ir todos os meses à consulta médica".
Não sei se o governo socrático está a pensar em coisa do género dos médicos de pé descalço da China, embora de tipo um nadinha mais sofisticado; mas, se está, não devia estar. A solução chinesa foi há quase um século atrás, em contexto social inenarrável. Sei que, com os sucessos imparáveis do Zézito, caminhamos para situação semelhante. Ainda não chegamos lá, mas a senhora Ministra parece estar a antever o cenário e apressa-se a lançar os primeiros balões de ensaio. Chegaremos a ter o Professor Karamba integrado no Serviço Nacional de Saúde?

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