domingo, 30 de setembro de 2012

A QUEDA DE UM ANJO* (LAS)

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Custa-me falar de António Borges porque o homem tem aspecto de estar muito doente e, até prova em contrário, acredito que esteja. Borges, segundo foi noticiado na altura, abandonou o FMI por razões de saúde que estão na sua cara. Respeito o seu estado, mas isso não lhe dá direito a dizer as inconveniências impertinentes e sobranceiras que lhe afloram o espírito, talvez doente também.
É claro que Borges pode dizer o que quiser, mas não na condição de conselheiro do Primeiro-Ministro. Deve este dizer-lhe que se cale, ou despedi-lo—a falar assim e a manter-se no lugar não pode ser. Borges fala porque já percebeu—todos já percebemos—que Coelho está muito verde e não tem lastro para o mandar calar. Infelizmente, não é só para mandar calar Borges, ou despedi-lo: é também para mandar calar e despedir muita outra gente, com o Relvas à frente da banda.
Passos Coelho—já o tenho dito—parece boa alma. Mas é claramente incapaz de ser Primeiro-Ministro. Durante o reinado de Ferreira Leite teceu a teia por onde treparia até líder do PSD, coisa que sabe fazer muito bem, depois de longo estágio na JSD—mas não sabe mais nada, nem tem estofo para chefiar um governo. Tem o centro de gravidade muito alto e a área da base pequena. Ao menor sopro espalha-se e já vai a meio do trajecto para o solo, infelizmente para Portugal na fase como a que vivemos. Uma tragédia lusitana.
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* Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, eh... eh...eh....
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