quinta-feira, 27 de setembro de 2012

QUEM TE MATOU INÊS? FOI O PACHECO

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Ontem, a respeito das buscas  efectuadas na casa de alguns membros dos governos socialistas, a Ministra da Justiça disse aos jornalistas que "ninguém está acima da lei", "tudo deve ser investigado" e que "acabou o tempo em que havia impunidade".  Hoje, os socialistas vêm dizer que  entendem isto como uma difamação protofascista em relação ao tempo dos anteriores governos.  Em face do que leio nos media, parece que a carapuça era só para aqueles a quem servisse, e os socialistas acharam que ela tinha o diâmetro da cabeça deles.
Ninguém está acima da lei, tudo deve ser investigado e acabou o tempo em que havia impunidade são a afirmação de princípios  que o PS não devia contestar porque fazem parte do tal Estado de Direito que invocam. Por exemplo, aplicam-se a D. Afonso Henriques quando se levantou contra a mãe e a pôs a ferros; e aplicam-se a D. Afonso IV e ao Pacheco, que mataram Inês na Quinta das Lágrimas. Embora os monárquicos—sem pingo de ética republicana, é verdade—possam considerar as declarações da Ministra como difamação protofascista, ficaram calados para não enfiar a carapuça (espertos!!!...). Os fascistas do Estado Novo—que os há!—também podiam ter reagido, dado que a carapuça estará igualmente à sua medida, mas moita carrasco (espertos!!!...).
Contudo, os socialistas, em quem ninguém estava a pensar e podiam estar calados, vieram acusar o toque, com surpresa geral. É o que eu digo: o Tozé configura uma escopeta de carregar pela boca, sem pingo de sentido de Estado—então, perante a afirmação de princípios da Ministra, ele vem pôr-se de cócoras a dizer que a Senhora lhe está a bater? Mal lembrado! Muito mal lembrado!!
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