domingo, 23 de setembro de 2012

ZEZITO JÁ TE TENHO DITO . . .

Lê-se no "Público" de hoje:

O PGR, Pinto Monteiro, enviou recentemente ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) todos os elementos de que dispunha no âmbito do caso Freeport e solicitou que se apure a eventual intervenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates.
“O procurador-geral da República já remeteu à directora do DCIAP, Cândida Almeida, os elementos em poder da Procuradoria-Geral da República - cópia do acórdão do Tribunal Colectivo do Montijo e um CD contendo a gravação áudio da prova testemunhal produzida em julgamento”, disse ontem ao PÚBLICO a PGR. [...]

[...] No final de Julho, os juízes do Tribunal do Montijo absolveram os dois arguidos no processo, Charles Smith e Manuel Pedro, do crime de extorsão, mas ordenaram a extracção de uma certidão para que sejam apurados “todos os factos” relativos à eventual intervenção de José Sócrates no caso e a existência de alegados pagamentos ao então ministro do Ambiente. Os juízes consideram que resultaram do julgamento “fortes indícios” de suspeitas de corrupção no Ministério do Ambiente e na administração pública à data do licenciamento do outlet de Alcochete. Para essa convicção contribuíram os depoimentos de três testemunhas consideradas credíveis e que referiram em tribunal que o antigo primeiro-ministro recebeu pagamentos em dinheiro para viabilizar o projecto [...]

Preocupado que estava com a possibilidade do Zezito ser molestado pela Justiça, a notícia deixou-me tranquilo e descansado—é que os elementos referidos foram remetidos a Candida albicans,  agente da candidíase e suprassumo da candidez. Portugal não é um País corrupto. As pessoas, de uma maneira geral, sem saber exactamente o que estão a dizer, falam de corrupção num conceito sociológico, ético-político eventualmente, mas falam de coisas que não são corrupção, falam de coisas afins.
No caso do Zezito, é mais que evidente tratar-se de coisas afins, está bom de ver. E coisas afins são coisas afins, pronto! Afim é o que tem muita semelhança (com), é análogo (a), idêntico (a), semelhante (a), dizem os dicionários)—isto é, anda lá perto. Mas atenção: não é igual! E é aqui que está o busílis para a candidez—a certidão dos juízes do Montijo fala de "fortes indícios" de suspeita de corrupção, claramente um "afim". Por isso, o Zezito não pode ser molestado.  Aí está!
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