quarta-feira, 26 de setembro de 2012

COM A MOLA NO NARIZ

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O Governo, na senda da actuação com luva de veludo quando há certos interesses semi-ocultos envolvidos, extinguiu 4 fundações—incluindo essa vergonha de Guimarães, Graças a Deus— e recomendou o encerramento de 13 entidades ligadas a instituições de ensino superior e 21 outras ligadas a autarquias. É pouco! Muito pouco! Escandalosamente pouco! A montanha pariu um rato, digo eu e digo bem.
E quem mais diz o mesmo? O mesmo diz Zorrinho, líder parlamentar do PS. É preciso ter lata na cara, cara de lata, ou lata tout court. As fundações que aí estão foram  paridas, na sua maioria, em tempos de governos PS. Como dizia hoje um secretário de Estado, nos últimos governos do Zezito proliferaram como cogumelos.  Zorrinho, cujo nome significa raposinho, animal conhecido por cheirar mal, diz que o cheiro do Coelho é insuportável. Coelho não cheira muito bem, é verdade, mas o fedor vem de Zorrinho, do Zezito, do PS, da Maçonaria, instituição que tutela socialistas e não só.
O PS não é um partido destituído de memória—o PS é um partido destituído de vergonha. Assim é que é. Hoje Manuel Maria Carrilho dizia na SIC que o mal de Portugal não é a dívida. E acrescentava que, se Portugal pagasse os juros que a Alemanha paga, não havia problemas. Os especuladores é que arruínam Portugal, segundo ele. Esta alma não tem vergonha de omitir que chegámos a este estado de sujeição aos especuladores porque governos do PS, geridos por essa nulidade feita Primeiro-Ministro chamada Zezito, passaram a dívida, em seis anos, de 90 mil milhões, para 160 mil milhões, a construir SCUTs, a estafar dinheiro em caricaturas de ensino como as novas oportunidades—com minúsculas—a alimentar gabinetes de estudos de amigos com projectos como o da OTA, da terceira travessia do Tejo, das linhas de TGV e, claro, a financiar fundações de amigos e correligionários, como essa inutilidade de luxo que é a Fundação Mário Soares.
Por favor, peço eu, alguém ilumine os portugueses para não se deixarem embrulhar por tais trampolineiros que metem os pés pelas mãos, agarrados ao acessório para ocultar o essencial.  
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