terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CIÊNCIA QUASE OCULTA

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É a massa do nosso planeta constante? Não é!...
A verdade é assim: a Terra ganha massa por um lado e perde massa por outro; de tal modo que é preciso fazer um balanço dos ganhos e perdas. Falando de ganhos, refira-se a queda de poeira espacial que cai continuamente na superfície terrestre: a gravidade do planeta funciona como aspirador gigante de coisas que nunca participaram na formação dum astro durante a organização do Sistema Solar e vagueiam no espaço. A isto acrescem os asteróides que se destacaram doutros corpos celestes e são atraídos pela Terra. Tudo visto e somado, corresponde esta coisa a cerca de 40.000 toneladas anuais.
Menos significativo é o aumento devido ao aquecimento global. Energia é massa e a acumulação de calor solar no planeta corresponde a acumulação de massa. Segundo a NASA, o resultado deste mecanismo traduz-se num ganho de 160 toneladas anuais.
O aumento da população e as novas construções não são considerados porque se trata de massa feita a partir da já existente.
Mas, no global, a Terra está a perder massa. Por exemplo, o núcleo da Terra, que é um verdadeiro reactor nuclear, perde gradualmente energia,  portanto massa. São 16 toneladas por ano.
Os foguetões e satélites lançados para o espaço não interessa considerar, uma vez que a esmagadora maioria volta a cair, regressando à origem.
Mas há um fenómeno muito mais importante nesta matéria: os gases leves, como o hidrogénio e o hélio. Gases tão leves que conseguem escapar da atmosfera e perder-se no espaço. Anualmente, são 95.000 toneladas de hidrogénio e 1.600 de hélio.
Feitas as contas todas, a perda é de cerca de 50.000 toneladas por ano, coisa pouca; menos de metade do peso do “Costa Concordia”!
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