sábado, 28 de janeiro de 2012

PONTE VELHA DE MOSTAR EM AUTOCROMO

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Fotografia da “Ponte Velha” de Mostar incluída nos “Archives of the Planet”, organizados por Albert Kahn.
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Albert Kahn, judeu francês nascido em 1860, de 1909 a 1931 coleccionou uma memória iconográfica de 72.000 chapas de autocromo feitas por fotógrafos vários em 50 países. O autocromo foi o primeiro método industrial de fazer fotografia a cores, usando chapas de vidro cobertas por camada fina de grãos minúsculos de fécula de batata, corados de vermelho/laranja, verde e azul violeta, e uma emulsão fotográfica de preto e branco.


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"Ponte Velha" de Mostar restaurada, fotografada por mim com uma máquina digital, do lado oposto ao da fotografia acima, em dois mil e qualquer coisa.

A Ponte de Mostar, construída em 1557 por Solimão, o Magnífico, com projecto do arquitecto otomano Mimar Hayruddin, liga as duas partes da cidade, separadas pelo rio Neretva. É um símbolo da união entre as duas partes da povoação, divididas por vários desentendimentos. Em 9 de Novembro de 1993, em plena Guerra da Bósnia, foi bombardeada pelo exército croata, sob o comando do general Slobodan Praljak, julgado posteriormente em Haia por crimes de guerra, entre eles a destruição arbitrária da ponte. Reconstruída 15 anos depois, está protegida com o título da UNESCO de Património da Humanidade. Apesar de serem evidentes as obras de restauração, continua a ser conhecida pelos habitantes como “Ponte Velha”. A sua destruição está assinalada com uma pedra com a seguinte inscrição: “Don’t forget 93”.
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(A primeira imagem da ponte foi-me enviada por J Castro Brito)

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