sábado, 18 de julho de 2015

A FRONTEIRA DA CIÊNCIA

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Num artigo do "The Atlantic", com o título "Has Physics Made Philosophy and Religion Obsolete?", lê-se este trecho, que traduzo tão bem como posso:

 [...] No último Século, desde a descoberta da expansão do universo, a ciência começou a esboçar a estrutura de todo o cosmos, estendendo a capacidade de explicação a centenas de milhares de milhões de galáxias e ao próprio dealbar do espaço e do tempo. É de cortar a respiração a rapidez  com que percebemos o básico de tudo, desde a formação das estrelas, à do universo. E agora, equipados com a capacidade de previsão da Física Quântica, os físicos teóricos vão mais longe, em controvérsias antes consideradas domínios exclusivos da Teologia ou da Filosofia. [...]

O artigo inclui uma entrevista com o físico teórico Lawrence Krauss, da Universidade do Estado de Arizona, que numa extraordinária palestra em 2009 (pode ser vista e ouvida no YouTube), diz, a páginas tantas: Os cientistas gostam do que não sabem para aprender, ao contrário dos religiosos cuja excitação consiste em  saber tudo. Não comento a posição de Krauss, mas ela resulta do facto de cada vez mais o campo da Teologia e da Filosofia ser cada vez menor, de acordo com alguns, incluindo Krauss, autor dum best-seller (A Universe from Nothing: Why There Is Something Rather than Nothing).
Não está em causa saber onde acaba a Teologia e a Filosofia e começa a ciência. Já todos vimos que a fronteira é móvel, com a ciência a aproximar-se cada vez mais das origens. Mas não sabemos se algum dia parará. Antes de Lemaitre era impensável a origem do universo num ponto de diâmetro zero e antes de Hubble a expansão permanente desse mesmo universo. Quem pode hoje prever onde vai parar a fronteira da ciência com a Filosofia e a Teologia? Ninguém. Só palpites.
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