sexta-feira, 31 de julho de 2015

UM CROMO CHAMADO VAROUFAKIS

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Segundo o "Guardian", Tsipras terá eructado no Parlamento grego a seguinte peça oratória em defesa do inenarrável Varoufakis: "Yanis Varoufakis pode ter cometido erros, todos nós os fazemos. Pode ser acusado quanto quiserem pelo seu plano político, as suas declarações, o seu gosto por camisas, pelas férias em Aegina. O que ninguém o pode acusar é de roubar o dinheiro do povo grego ou ter um plano encoberto para levar a Grécia para o precipício".
Não é mau: Varoufakis fartou-se de fazer burrices, usa camisas horríveis, passa férias burguesas em Aegina (para um radical genuíno nada é de mais), mas não roubou dinheiro ao povo, nem estava empenhado em enterrar os gregos vivos.
O padrão de exigência de Tsipras para um político é benevolente—só precisa de não roubar e enterrar os compatriotas apenas depois de mortos—uma das obras de misericórdia. 
A insolência arrogante como ministro das finanças de um País arruinado por falta de cabeça, o modo como enterrou o quase nenhum crédito desse País, e a condição de putrefacção económico-financeira que deixou como legado da sua passagem meteórica pelo Governo helénico não interessam a Tsipras. Pelo menos, devia preocupar-se com as camisas horríveis que trocavam os olhos aos colegas do Eurogrupo.
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