domingo, 26 de julho de 2015

MORRA O MOSQUITO, MORRA. PIM !

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Já ouviu falar de mosquitos, seguramente, uns dos nossos irmãos mais queridos com que a natureza achou por bem contemplar-nos. E já percebeu que esses amorosos seres, quando estão presentes no local onde dormimos, apesar de pequeninos, nos encontram num instante, mal começamos a querer fechar os olhos, mesmo em escuridão total. Não têm luz, não têm bússola, não têm GPS, mas navegam certeiramente em direcção à sua bochecha, à sua orelha, ou ao seu braço para se alimentarem e chatearem. Já viu outra coisa assim?! Como fazem eles isto? Porque não vão eles picar as pedras da calçada?
Pois um senhor chamado Michael H. Dickinson, professor de Bioengenharia na Universidade de Washington (há disso!) estudou a matéria e chegou à conclusão que os mosquitos—e as mosquitas, naturalmente—têm um sistema de navegação que envolve três passos e não falha.
No primeiro, averiguam se há gente viva nas proximidades através da avaliação da quantidade de dióxido de carbono no ar. Partindo do princípio de que o penico e a mesa de cabeceira não respiram, se há dióxido de carbono, alguém está por ali. Conseguem detectar o CO2 a 10 a 50 metros. Espertos!
Depois, a 5 a 10 metros, orientam-se pela visão. E, a menos de 1 metro, pelo calor e humidade, antes de aterrar e chatear o Homo sapiens.
Há pachorra para a natureza que levou milhões de anos a desenvolver uma coisa como o mosquito que só chateia? Não há. O mosquito é um dos melhores e mais consequentes argumentos contra a teoria do desenho inteligente. Tanto filósofo e teólogo a falar disso e ninguém lhes atira com o mosquito à cara! Falta de lembrança.
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