segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

FACTO OU MITO?

A novela do aquecimento global continua em cartaz, com sucesso. Em recente comunicado, o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) afirmava categoricamente que o aquecimento do globo é inequívoco. O mundo já terá aquecido 0,7º C e, até 2100, tal valor será de 5 a 6º C. Contudo..., há quem discorde. E não são leigos, mas gente ligada ao ramo.
John Christy, professor de Ciência Atmosférica na Universidade de Alabama e antigo membro do IPCC, diz que os registos das temperaturas dos últimos 150 anos, de centenas de estações espalhadas pelo mundo, não são fiáveis. Os dados terão sido seriamente comprometidos por factores como a urbanização, mudanças na utilização dos terrenos onde estão implantadas e, em muitos casos, por terem sido transferidas de um local para outro. Tais efeitos são demonstrados em três regiões diferentes - África, Califórnia e Alabama.
Ross McKitrick, professor de Economia na Universidade de Guelph, Canada, encarregado pelo IPCC de rever o seu último relatório, concluiu que, de forma estatisticamente significativa, os dados estão contaminados de forma esmagadora por efeitos como a industrialização. Tal facto induz grandes desvios para o lado do aquecimento.
Um estudo de estações meteorológicas nos Estados Unidos mostra fotografias em que se percebe como os registos são distorcidos por equipamentos geradores de calor. Algumas estão coladas a unidades de ar condicionado e uma delas está ao lado de uma incineradora de lixo. O estudo mostra também exemplos de outros países, como a Itália. No aeroporto de Roma, por exemplo, a estação está muito próxima da placa de estacionamento dos aviões, a receber os gases dos reactores.
Terry Mills, professor de Estatística Aplicada na Universidade de Loughborough, diz que os dados do IPCC tanto são compatíveis com o efeito estufa, como com simples variação aleatória. A Terra passou por fenómenos como este pelo menos duas vezes nos últimos mil anos, acrescenta.
Perante isto, que dizer? Perante isto, o melhor é não dizer. Mas era importante saber se a cruzada em curso dos ambientalistas tem razão de ser. Se serve para alguma coisa mais do que racionalizar o consumo de energia e vender centrais eólicas e paineis solares.

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