quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O DILEMA NUCLEAR

Obama atribuiu um fundo de 8,3 mil milhões de dólares do Estado para garantir empréstimos necessários à construção de duas centrais nucleares na Georgia. Os Estados Unidos têm mais de cem centrais de energia atómica, a fornecer 20% da electricidade consumida naquele País, mas, desde 1979, quando ocorreu o desastre em Three Mile Island, que a construção de geradores nucleares industriais parou.
Embora os ambientalistas sejam ferozes detractores destas centrais, a população americana em geral aceita-as pacificamente, porque percebe como diminuem a dependência externa em energia, sem os inconvenientes das geradoras a carvão, fuel, ou gás natural. Pode dizer-se que só não há mais porque o preço da construção é caríssimo - 7 a 8 mil milhões de dólares - e o crédito difícil de conseguir, pois os bancos não gostam desses investimentos: há enorme intervalo entre o tempo de concessão do empréstimo e o momento em que o retorno financeiro começa e a banca quer negócios rapidinhos.
Serve isto para dizer que a solução nuclear não está morta. A segurança melhorou muito desde o acidente de Three Mile Island, as energias fósseis estão na mó de baixo, e as renováveis não respondem com a celeridade exigida. Apesar do “lixo” que produzem e de tornarem áreas consideráveis inabitáveis praticamente para sempre, mesmo depois de desactivadas, são uma hipótese para o futuro. Felizes daqueles que não têm de fazer uma opção nesta matéria.

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