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Há cem anos estávamos no ano que precedeu a I Guerra Mundial.
O mundo parece agora diferente de então, mas todos os anos que precederam
grandes guerras pareceram diferentes dos que precederam os conflitos anteriores
à gente dessas épocas. E 1913 tem coisas muito semelhantes a 2013,
salvaguardando algumas proporções. Há actualmente nações em crescimento
acelerado, como a China que cresce de forma semelhante à Alemanha de então; há
avanços científicos enormes, nomeadamente na Física, e tecnológicos, verbi
gratia a Internet, e por aí fora; 1913 também tinha acabado de
receber o telégrafo e a aviação e os impactos sociais daí decorrentes não eram
menores que os actuais. Finaceiramente, também havia trapalhadas.
Quer isto dizer que estamos na véspera duma guerra entre
nações poderosas? De forma alguma. Mark Twain dizia que a História não se
repete, mas rima; ou seja, não ocorrem os mesmos fenómenos políticos e sociais,
mas a História tem pouca imaginação. É preciso ter atenção.
Vem isto a propósito de um excelente artigo sobre a matéria,
de Charles Emmerson, publicado na revista "Foreign Policy" de hoje. Emmerson é senior research fellow na "Chatham House" e autor do
livro "1913: In Search of the World Before the Great War", a publicar em breve. Vale a pena ler o artigo e, quem assim quiser fazê-lo,
pode fazê-lo aqui.


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