terça-feira, 8 de janeiro de 2013

ID, EGO E SUPER-EGO

.

O País está num buraco medonho em que o Zezito o mergulhou no último acto de várias representações socialistas, é bom lembrá-lo; especialmente a gente como o Dr. Soares e outras figuras da "ética republicana". É necessário tirá-lo de lá, está bom de ver, o que custa sacrifícios—todos o percebem e têm de colaborar em tal. Quem programa tais sacrifícios, necessariamente, deve ter duas preocupações, pelo menos: que eles sejam realistas, viáveis e eficazes, por um lado, e que sejam equitativos, por outro. No caso vertente, nem uma coisa nem outra está a acontecer.
No que respeita a serem realistas, viáveis e eficazes, estamos conversados—adiante. Quanto a equidade, estamos pior—o Orçamento de Estado para 2013 é uma trampa pior que o de 2012. Ponto final, parágrafo.
Segundo o Provedor de Justiça, a contribuição extraordinária de solidariedade, nos moldes vigentes, consubstancia uma autêntica medida de redução de pensões e rendimentos equiparados, titulados por aposentados e reformados, sendo que tais normas não podem deixar de ser ponderadas à luz dos princípios da igualdade, da protecção da confiança dos cidadãos e da proibição do excesso.
Para o magistrado, as medidas agora contestadas denunciam um estatuto diminuído dos aposentados e reformados, acoplando a essa condiçãoe unicamente em razão da mesmauma obrigação especial perante os encargos públicos. E acrescenta que se está perante um esforço adicional, em prol da comunidade, que é pedido, em significativa medida, aos aposentados e reformados, sobre os quais é ilegítimo fazer recair qualquer obrigação qualificada perante os encargos públicos. E ainda que as medidas ablativas são particularmente desproporcionadas e injustas (...), carecem de fundamento material bastante, constitucionalmente ponderoso face ao princípio da igualdade, para justificar o tratamento de desfavor conferido aos aposentados e reformados, mesmo num quadro de emergência económica, financeira e orçamental, sendo que os artigos 77 e 78 do OE, na sua aplicação cumulativa, vão para além dos limites da razoabilidade e de justa medida. E diz ainda: estamos perante a afectação, com elevado grau de intensidade, de uma posição de confiança das pessoas especificamente visadas, constitucionalmente desconforme, afigurando-se a mesma desproporcionada pelo excessivo acréscimo de sacrifício e pela medida de esforço exigidos a este círculo determinado de cidadãos.
TAL E QUAL.
O Ministro Gaspar e o seu braço direito, Pedrito de Portugal, têm traumatismos de infância e comportamentos com condicionamento freudiano em relação aos pensionistas. Só assim se explicam as medidas de austeridade aplicadas, selectiva, violenta e discricionariamente a um círculo determinado de cidadãos, como lhe chama o Provedor de Justiça.
Os pensionistas desta Pátria desgraçada por políticos que não têm culpa porque já nasceram medíocres, estão dispostos a financiar terapia psicanalítica ao Dr. Gaspar e a Pedrito de Portugal logo que estejam disponíveis. A ver se consertam essa coisa do ID, do EGO e do SUPER-EGO. Vai ser difícil!

Sem comentários:

Enviar um comentário