Um janota chamado Luís Morais Sarmento, que faz qualquer coisa no Governo na área das Finanças, veio dizer urbi et orbi que o chumbo do Orçamento de Estado tal como está lavrado pode acabar com a ajuda da troika a Portugal e ponto final. Chama-se a isto tentar encurralar o Tribunal Constitucional, ponto final.
O referido janota diz implicitamente que o Tribunal tem
a obrigação patriótica de ignorar a Lei, se achar o Orçamento um aborto, e
declarar que está tudo muito bem. E fala assim porque está com a fralda
molhada―sem a certeza de que o Governo não fez uma borrada. Tal e qual.
Se vier aí um chumbo, irá acompanhar à guitarra―com Vítor
Gaspar na viola―Passos Coelho a interpretar o fado da desgraçadinha.
As supracitadas personagens teriam sido mais avisadas se
lavrassem um Orçamento com pés e cabeça e não só com os pés.
A mensagem encriptada de Morais Sarmento para o Tribunal
Constitucional é mais ou menos assim: “Senhores Conselheiros, é possível que o
Orçamento para 2013 seja uma trampa, também o admitimos; mas desta vez fechem
os olhos, por favor. É que, caso contrário, ficamos numa enorme entalação.
Há pachorra?
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