quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

TERATOGENIA

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Escrevendo sobre o adiamento do acordo ortográfico no Brasil, Vasco Graça Moura diz hoje no DN: "Nestas circunstâncias, Portugal não tem qualquer interesse em aplicar o AO numa forma que, afinal, não vai ser adoptada em parte nenhuma..."
É verdade—Angola e Moçambique não o ratificaram e o Brasil adia-o para as calendas gregas. Ficámos na ridícula situação de usarmos um acordo apenas acordado entre duvidosos intelectuais portugueses, chefiados por essa teimosia asinina chamada Malaca Casteleiro.
Os pais do aborto quiseram ficar na História, pese a monstruosidade do dito. Vão ficar, mas serão recordados tão só pela condição teratogénica.
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